Mudanças alarmantes nos roubos de cargas no Brasil: medicamentos se tornam alvo principal em 2026

Em 2026, os roubos de cargas no Brasil mudam de foco, com quadrilhas mirando medicamentos. Descubra como o Rio de Janeiro é o epicentro dessa nova onda!

20/05/2026 05:51

3 min

Mudanças alarmantes nos roubos de cargas no Brasil: medicamentos se tornam alvo principal em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Mudanças no Perfil dos Roubos de Cargas no Brasil em 2026

No início de 2026, o perfil dos roubos de cargas no Brasil apresenta mudanças significativas. Os assaltos agora estão direcionados a cargas de alto valor, com destaque para os medicamentos, que se tornaram os alvos preferidos. As quadrilhas estão intensificando suas ações em áreas urbanas, especialmente na última milha do trajeto.

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O estado do Rio de Janeiro continua a ser o mais afetado, liderando as estatísticas de perdas devido a esses assaltos.

Os dados referentes ao primeiro trimestre de 2026 fazem parte do relatório “Report nstech de Roubo de Cargas”, produzido pela nstech, uma empresa especializada em software para supply chain na América Latina. O estudo se baseia nas informações coletadas pelas gerenciadoras de risco BRK, Buonny e Opentech, que fazem parte do ecossistema da companhia.

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Aumento nos Roubos de Medicamentos

O roubo de medicamentos teve um aumento expressivo, passando de 1,7% no primeiro trimestre de 2025 para 22,3% em 2026. Essa mudança indica uma migração das quadrilhas para alvos que oferecem maior liquidez. Cristiano Tanganelli, VP de inteligência de mercado da nstech, analisa que “diante dos dados, fica claro que o foco dos criminosos não é mais o volume, mas sim o valor da carga e sua liquidez”.

O risco urbano se intensificou na última milha, com ocorrências em áreas urbanas mais que dobrando, subindo de 18,9% para 38,5% do total de perdas no país. Tanganelli ressalta que “o risco se infiltra em operações urbanas e exige uma resposta cada vez mais baseada em inteligência, integração de dados, colaboração logística e capacidade de adaptação”.

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Transformações no Cenário de Roubos

O relatório revela uma transformação significativa que já vinha sendo observada nos meses anteriores: o risco deixou de ser concentrado e previsível, tornando-se dinâmico, seletivo e focado no valor e na liquidez das cargas. O Rio de Janeiro continua a liderar o ranking de perdas, concentrando 44% do prejuízo nacional, um aumento em relação aos 16,4% registrados no mesmo período do ano anterior.

Além disso, o levantamento mostra que o crime passou a operar com uma lógica de portfólio focada em valor, com 40,4% dos prejuízos do trimestre envolvendo cargas avaliadas em mais de R$ 1 milhão. Quase metade dessas perdas (44,4%) é do setor farmacêutico.

As cargas fracionadas permanecem como a base do risco, liderando o ranking geral com 36,6%, um crescimento de 8,2% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.

Novos Padrões de Criminalidade

O roubo de cigarros, por sua vez, caiu drasticamente de 34,1% para apenas 3,7% quando comparado ao primeiro trimestre de 2025 e 2026. O calendário da criminalidade também sofreu alterações, com a quinta-feira se tornando o dia mais crítico, concentrando 30% dos prejuízos, seguida pelas segundas (20,7%) e terças-feiras (16,5%).

O domingo, que anteriormente representava mais de 10%, caiu para 1,4%.

Em relação aos horários, a manhã (28,6%) e a madrugada (28%) foram os períodos mais críticos, com a madrugada apresentando um aumento em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando registrou apenas 12,4%. Isso sugere uma tática de exploração de janelas de menor fiscalização.

Entre as rodovias, a BR-101 (21,6%) e a BR-116 (13%) voltaram a ser destaque, liderando os prejuízos nacionais nas estradas.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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