MST celebra Ogum em São Paulo: feijoada, cultura e resistência agroecológica em foco!

MST celebra Ogum em São Paulo com feijoada e cultura! Saiba como a agroecologia e a fé se unem neste ato de resistência. Clique e confira!

23/04/2026 18:58

3 min

MST celebra Ogum em São Paulo: feijoada, cultura e resistência agroecológica em foco!
(Imagem de reprodução da internet).

MST promove Feijoada de Ogum em São Paulo com celebração cultural e resistência agroecológica

Neste sábado, dia 25, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizará a tradicional Feijoada de Ogum no Espaço Cultural Elza Soares, localizado nos Campos Elíseos, em São Paulo. A programação cultural começa às 10h com o Xirê, um ritual vibrante de danças e cantos das religiões de matriz africana.

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Após o ritual, haverá um debate com a participação de lideranças de terreiros e representantes do movimento social. A entrada para o evento é gratuita, convidando a comunidade para participar desta celebração de cultura e fé.

Detalhes da programação e o significado da feijoada

A distribuição da feijoada está programada para começar às 12h, com uma cota de 500 porções gratuitas. Embora outros itens gastronômicos e bebidas sejam vendidos no local à tarde, o foco principal é a partilha cultural.

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A conexão com a agroecologia

Um aspecto marcante do evento é o preparo da feijoada, que utiliza feijão preto cultivado em setembro de 2025. Este grão foi produzido no Centro Agroecológico Paulo Kageyama, em Jarinu (SP), fruto de uma cooperação entre o Coletivo Terra, Raça e Classe e a frente Povos de Terreiro do MST.

Kallen Oliveira, da coordenação do Plano Nacional Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis, ressalta que o cultivo do feijão reforça a agroecologia. Para ele, essa prática conecta os saberes ancestrais e trata a terra como fonte de vida, e não apenas como objeto de especulação.

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Resistência cultural e espiritualidade em foco

O plantio do feijão preto para Ogum é visto como um ato profundo de resistência, carregando um peso cultural e espiritual. Ele reafirma a agroecologia como um elo com saberes antigos e com a produção de alimentos saudáveis, valorizando a terra como aliada.

Tradição e diversidade religiosa

A comemoração homenageia Ogum, divindade Yorubá ligada à metalurgia e à criação de ferramentas agrícolas, sendo frequentemente sincretizado com São Jorge em abril. A tradição da feijoada específica para este orixá remonta ao início do século 20, na Bahia.

Sebastião Aranha, membro dos Povos de Terreiro do MST e assentado em Itapeva (SP), enfatiza que o evento mostra a rica diversidade religiosa dentro do movimento. Ele salienta a importância de cuidar tanto do território quanto da espiritualidade.

Conclusão: Um encontro de saberes e comunidade

A organização do evento, segundo Aranha, é fundamental para demonstrar que, dentro do MST, há um cuidado ativo com as tradições afro-brasileiras, como o candomblé e a umbanda. A partilha do prato, seguindo preceitos religiosos, deve ocorrer sem distinção.

A programação inclui ainda um espetáculo do Bloco Afro Ilú Onã a partir das 14h, culminando com a Roda de Santo às 15h, prometendo um dia rico em manifestações artísticas e comunitárias.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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