MPSP abre inquérito para investigar problemas nas linhas de trem da Via Mobilidade em SP

MPSP investiga a Via Mobilidade em São Paulo por descarrilamentos e falhas nas linhas 8 e 9. Descubra os detalhes dessa apuração e suas implicações!

05/05/2026 17:16

2 min

MPSP abre inquérito para investigar problemas nas linhas de trem da Via Mobilidade em SP
(Imagem de reprodução da internet).

Inquérito do MPSP Investiga Linhas de Trem da Via Mobilidade em São Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) iniciou um inquérito para investigar as linhas de trem operadas pela Via Mobilidade na capital. As investigações focam nas linhas 8 (Diamante) e 9 (Esmeralda), devido a problemas recorrentes. O documento que formaliza o inquérito, assinado pela promotoria no dia 30 de abril, destaca que os “descarrilamentos constantes e as irregularidades observadas evidenciam a falta de investimentos”.

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Além disso, o órgão investiga uma possível omissão na fiscalização, o que pode indicar irregularidades na execução dos contratos de concessão.

Em agosto de 2023, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado, obrigando a concessionária a pagar R$ 150 milhões e antecipar R$ 636 mil durante dois anos para melhorar os serviços nas linhas 8 e 9. Contudo, segundo o MP, as falhas recentes sugerem que o TAC não está sendo cumprido adequadamente.

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O documento ressalta que o TAC não garante imunidade à concessionária, especialmente em casos de acidentes graves, como descarrilamentos e colisões. A investigação, portanto, deve ser aprofundada, pois os fatos podem indicar irregularidades que causam danos ao Estado.

Problemas em Outras Linhas e Prazo para Esclarecimentos

Embora não faça parte da investigação principal, o promotor responsável também mencionou problemas nas linhas 5 (lilás) e 17 (ouro), que também são operadas pela Via Mobilidade. Um relatório sigiloso enviado à Ouvidoria aponta falhas como atrasos frequentes, longos intervalos entre os trens em horários de pico, falhas de energia e sinalização que resultam em paralisações e superlotação nas estações.

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Além disso, há relatos de falta de manutenção nos trilhos, o que gera insegurança e evacuação de passageiros à noite, além do uso inadequado do sistema para fins comerciais.

O MPSP estabeleceu um prazo de 15 dias para que a concessionária forneça esclarecimentos sobre as causas dos problemas, as medidas corretivas adotadas e as ações futuras para prevenir acidentes nas linhas investigadas. A Via Mobilidade, ao ser contatada, afirmou que está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários e reafirmou seu compromisso com a qualidade dos serviços prestados.

O órgão também solicitou que a Artesp se manifeste em até 15 dias sobre um descarrilamento na linha 9, incluindo informações sobre as apurações realizadas e as medidas tomadas. A reportagem também entrou em contato com a Artesp e aguarda um retorno.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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