R$ 2,3 milhões em dólares e criptomoedas de brasileiro são bloqueados em Gibraltar a pedido do MP-SP

Operação da Seinter e do CyberGaeco, com apoio do DRCI, usou cooperação jurídica internacional para garantir a reparação às vítimas.

2 min

Ministério Público de São Paulo | Foto: divulgação
Ministério Público de São Paulo | Foto: divulgação

A Justiça de Gibraltar decretou o bloqueio de valores de um brasileiro suspeito de crimes cibernéticos, a pedido do Ministério Público de São Paulo. A ordem atinge dólares americanos e criptomoedas mantidos sob custódia de instituições financeiras do território britânico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O montante bloqueado chega a R$ 2,3 milhões. Segundo o Ministério Público, a medida garante a reparação dos danos causados às vítimas do investigado, que é alvo de ações penais na Justiça de São Paulo.

Seinter e CyberGaeco conduziram a ofensiva

A operação partiu da Secretaria de Cooperação Jurídica Internacional (Seinter), que trabalhou ao lado dos promotores do CyberGaeco, força-tarefa da Promotoria voltada a ilícitos digitais praticados pela internet.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Promotoria explicou que as investigações e as ações penais ficam a cargo do CyberGaeco. Já a Seinter cuidou de localizar os ativos no exterior, de manter contato direto com autoridades estrangeiras e de preparar o cumprimento, fora do país, das medidas assecuratórias decretadas pelo Judiciário brasileiro.

Nessa tarefa, contou com o apoio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), a autoridade central brasileira.

Além disso, a equipe da secretaria ajudou a montar o processo cautelar tocado pelo Office of Criminal Prosecutions and Litigation de Gibraltar. Esse procedimento terminou com a retenção de valor equivalente a R$ 2,3 milhões.

Confisco previsto no Código Penal embasa o pedido

O artigo 91 do Código Penal prevê a perda e o confisco de valores supostamente provenientes de crime, base da estratégia adotada no caso.

Leia também

Para dar efetividade às próprias decisões, a Justiça paulista e o Ministério Público recorreram a ‘todos os meios necessários para alcançar o produto ou o proveito do crime, inclusive os procedimentos de cooperação jurídica internacional disponíveis para as autoridades brasileiras’.

Ainda há diligências em andamento para recuperar a totalidade dos ativos e reparar integralmente os danos apurados. A medida segue a estratégia da Procuradoria-Geral de Justiça de ‘assegurar a plena tutela dos direitos das vítimas pelo sistema de justiça criminal’.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!