MP nega medida protetiva a mulher sequestrada em Goiás por falta de provas concretas

A negativa do MP em conceder a medida protetiva levanta preocupações sobre a segurança de Emiliane, que já enfrentou episódios de violência e ameaças.

26/08/2026 01:23

3 min

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No dia 21 de março de 2026, o Ministério Público de Goiás negou o pedido de medida protetiva feito por Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, contra seu ex – companheiro, Ailton Rodrigues Mendes. A decisão foi baseada na “incerteza da autoria e ausência de elementos concretos” relacionados às ameaças sofridas pela jovem.

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O caso levanta preocupações sobre a segurança de Emiliane, que já havia enfrentado episódios de violência.

O pedido foi formalizado após uma série de incidentes que ocorreram entre dezembro de 2025 e março de 2026. Entre os relatos, estavam danos à câmera de segurança da vítima, lançamento de “bombinhas” nas proximidades da sua residência e afrouxamento dos parafusos do seu veículo.

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Contudo, Emiliane reconheceu em depoimento não ter certeza sobre quem poderia ser o responsável pelos atos, embora suspeitasse do ex – marido.

Decisão do Ministério Público e Justiça

O Ministério Público fundamentou sua negativa ressaltando a falta de provas concretas que vinculassem Ailton aos fatos relatados. “Diante da incerteza dessa autoria e da ausência de elementos concretos que indicassem a vinculação do ex – marido ao suspeito, manifestou – se com fundamento pelo indeferimento da medidaprotetiva”, afirmou o MP.

A Justiça também decidiu indeferir o pedido por motivos semelhantes, destacando a necessidade de novos elementos que comprovem a situação de risco.

A instituição ainda informou que Emiliane foi intimada para relatar se houve novos acontecimentos que pudessem justificar um novo pedido. O MP deixou claro que a possibilidade está aberta caso surjam novas evidências relacionadas à violência doméstica.

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Circunstâncias do desaparecimento

Emiliane contou que no dia do seu desaparecimento foi até a loja onde ambos trabalhavam para discutir a guarda dos filhos. Segundo seu relato, foi nesse momento que ela foi dopada por Ailton, que chegou a tampar seu nariz com um produto químico. A delegada Tamires Ávila Teixeira mencionou que desde o início as investigações conseguiram reunir informações cruciais para localizar a jovem.

A delegada descreveu o comportamento do suspeito como “extremamente psicopata e manipulador”, afirmando que ele agia meticulosamente para evitar qualquer ligação entre suas ações e os crimes cometidos. Embora a medida protetiva não tenha sido concedida inicialmente, Emiliane acabou sendo resgatada com vida graças ao trabalho conjunto da Polícia Civil e Militar.

Perguntas sobre segurança futura

A situação levanta questões sérias sobre a proteção das vítimas em casos semelhantes. O fato de Emiliane não ter conseguido obter uma medida protetiva antes do sequestro coloca em evidência as falhas no sistema de segurança para mulheres em situações vulneráveis.

Além disso, especialistas alertam para a importância de considerar todos os relatos das vítimas com seriedade para prevenir tragédias futuras.

A CNN Brasil tentou contato com a defesa do investigado e aguarda retorno. O espaço continua aberto para manifestações.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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