Empresária Andreia Vieira morre após cirurgias plásticas em Goiânia e pagou R 118 mil

A empresária Andreia Vieira faleceu poucas horas após realizar cirurgias plásticas em Goiânia (GO). Ela desembolsou R118 mil pelos procedimentos que incluíam intervenções no rosto e pescoço. A irmã de Andreia, Djiane Vieira, afirmou que a equipe médica não fez uma consulta pré – operatória.
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Djiane relatou que entre os procedimentos realizados estavam frontoplastia com redução de testa, mentoplastia óssea e blefaroplastia superior, além de lipoaspiração e nanofat, técnica que utiliza a gordura do próprio corpo da paciente. Segundo ela, Andreia passou cerca de oito horas no centro cirúrgico, onde as cirurgias começaram na manhã de 11 de agosto e terminaram às 16h 20.
O óbito foi declarado formalmente às 4h 15 do dia seguinte.
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Investigação sobre a causa da morte
Após o falecimento, o corpo de Andreia foi enviado ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) de Goiânia. A família questionou a atuação durante o exame necroscópico e alegou que o cirurgião teria acompanhado o procedimento no SVO. O exame revelou presença de secreção mucóide hemorrágica nas vias aéreas, infartos pulmonares nas bases pulmonares e trombose coronariana aguda no tronco da artéria coronária esquerda.
A defesa da família argumenta que há divergências entre esses achados e a causa da morte registrada em documento oficial. Eles solicitaram uma investigação para esclarecer a relação entre os resultados do exame, a cirurgia e as complicações respiratórias apresentadas no pós – operatório.
Além disso, pedem uma perícia médico – legal independente para determinar as causas definitivas da morte.
Pedidos ao Ministério Público
A família também fez solicitações ao Ministério Público para preservar prontuários médicos, imagens de câmeras de segurança, registros eletrônicos e outros documentos relevantes para a apuração. Além disso, pediram a oitiva dos profissionais envolvidos e uma investigação das condições estruturais do hospital onde foram realizadas as cirurgias.
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Segundo a representação, houve tentativas de esclarecimento diretamente com o hospital e com o SVO. No entanto, o hospital não respondeu à notificação extrajudicial enviada pela família, enquanto o SVO apenas confirmou o recebimento do pedido sem garantir a preservação dos registros solicitados.
A peça ressalta que a falta de resposta não implica presunção de culpabilidade.
A representação já foi encaminhada ao Ministério Público de Goiás para investigar os fatos e buscar uma perícia independente que possa esclarecer as circunstâncias em torno da morte de Andreia Vieira.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



