Movimento contra poços da Aegea Corsan em Viamão busca reverter acordo homologado

O Movimento em Defesa das Águas Claras realizou um encontro na última sexta-feira (26) visando traçar as próximas ações contra o projeto da instalação de poços profundos pela Aegea Corsan.
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A mobilização se concentra especificamente no distrito rural de Águas Claras, localizado em Viamão, parte integrante da Região Metropolitana de Porto Alegre. A mobilização ganhou força após a homologação de um acordo entre o Ministério Público e a concessionária.
Reação à decisão judicial sobre os aquíferos
A ambientalista Iliete Citadin, do Movimento Não ao Lixão, reuniu-se com os moradores para atualizar as informações sobre as decisões judiciais recentes relativas às obras.
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Para ela, foi fundamental organizar uma resposta coletiva diante daquilo que o movimento considera um “esvaziamento da escuta pública” durante todo o processo de licenciamento. As perguntas técnicas levantadas pela população local ainda não receberam respostas satisfatórias e a comunidade parece ter sido desconsiderada nas etapas decisórias.
Próximos passos legais: prazo final em julho
Os manifestantes sabem do limite legal estabelecido pelo caso; há até 16 de julho para ingressar com recursos visando reverter os termos homologados no acordo entre as partes envolvidas na disputa hídrica.
Citadin informou, inclusive, que já está sendo feito um trabalho intenso de coleta de dados técnicos pelos membros do movimento. Esse material será anexado ao processo judicial dentro deste período crucial definido pela lei.
Estratégias da mobilização e posicionamento político
Entre o conjunto de estratégias definidas durante a reunião estão atos públicos em locais considerados estratégicos, além da realização planejada de uma consulta popular à comunidade afetada pelas obras. O resultado dessa votação poderá ser formalmente adicionado aos autos processuais para registrar oficialmente as posições dos moradores impactados na região.
A articulação com organizações sociais localizadas fora das cidades vizinhas também está prevista no cronograma do movimento. Citadin reforçou que manterão firme sua posição através da Ação Civil Pública contra qualquer perfuração nos poços profundos pela Aegea Corsan.
Conflito entre interesse privado e direitos ambientais
Para o Movimento em Defesa das Águas Claras, nenhum interesse econômico pode se sobrepor aos direitos socioambientais da comunidade. Na semana anterior ao encontro, a concessionária foi questionada pelo Brasil de Fato RS acerca da possibilidade de diálogo com moradores locais para conciliação dos termos controversos na área.
Em nota oficial, no entanto, ela afirmou que já está adotando “as providências necessárias para a retomada das obras”, defendendo ainda que esses poços devem aumentar significativamente a segurança hídrica do município Viamão.
Editoria:
Redação Clique Fatos
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