Mortes após enchentes na China sobem para 31, e total de atingidos passa de 1.300

Equipes mantêm buscas por 531 desaparecidos na China e por dezenas de trabalhadores presos em túneis de usinas no Nepal.

Sobrevivente é transportado em escavadeira após enchente repentina em Trishuli, no distrito de Nuwakot, no Nepal

O número de mortos após as inundações e os deslizamentos de terra que atingiram uma passagem de fronteira entre a China e o Nepal subiu de 21 para 31. No lado chinês, 531 pessoas continuam desaparecidas desde a última quarta – feira (26), informou a agência estatal Xinhua.

No Nepal, as equipes de emergência concentram os esforços em túneis de usinas hidrelétricas atingidos pela água e pelos detritos. Nove dias depois do desastre, dois trabalhadores foram retirados vivos de um túnel, mas ainda há dúvidas sobre o paradeiro e as condições de outras pessoas.

Corpo é encontrado na Usina Hidrelétrica Trishuli 3A

Um terceiro trabalhador foi localizado sem vida dentro de um túnel da Usina Hidrelétrica Trishuli 3A. O corpo foi encontrado poucas horas depois do resgate de dois homens que sobreviveram, segundo a Autoridade de Eletricidade do Nepal.

A vítima foi identificada como Binod Pandey. Suresh Raut, vice – gerente da Autoridade de Eletricidade do Nepal, acompanhava a operação quando os socorristas encontraram o corpo.

Uma equipe formada por 11 pessoas, entre elas parentes dos desaparecidos, foi enviada para verificar as áreas próximas. Raut afirmou que, depois dessa etapa, as buscas e o resgate em Trishuli 3A serão encerrados. “Depois disso, as buscas e o resgate em Trishuli 3A serão encerrados”, explicou.

O vice – gerente também avaliou que existe “pouca possibilidade de encontrar outras pessoas desaparecidas nesse túnel”. A declaração foi dada enquanto as equipes ainda trabalhavam para localizar possíveis sobreviventes.

Exército estima 40 pessoas dentro de túnel

O Exército local acredita que outras 40 pessoas permanecem dentro do túnel da usina hidrelétrica Trishuli 3A. Ainda não há informações sobre as condições de saúde delas, o que torna a operação especialmente complexa.

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Para avançar nas buscas, os socorristas utilizam detectores térmicos, câmeras de longo alcance, veículos operados remotamente e drones. Os recursos foram citados pelo major – general Anup Jung Thapa, chefe de operações militares, em entrevista à CNN na quinta – feira (3.

Um dos túneis tem um canal usado para a drenagem de água, cuja profundidade chega a cerca de 26 metros, explicou Thapa. A estrutura dificulta o acesso das equipes, que trabalham continuamente para alcançar os pontos ainda não verificados.

Trabalhadores ouvidos pela CNN na semana passada relataram que água, cimento e detritos avançaram pela escuridão quando a enchente atingiu a região. Eles disseram ter visto colegas serem levados pela correnteza enquanto tentavam alcançar a superfície, localizada a mais de 200 metros dali.

A fuga de um dos túneis durou seis horas, e a conectividade limitada ampliou os obstáculos enfrentados pelos socorristas. Ao longo desta sexta – feira (4), helicópteros pousaram e decolaram repetidamente do quartel de Trishuli.

Do lado de fora do quartel, dezenas de fotos de pessoas desaparecidas foram colocadas nas paredes. As imagens mostram a dimensão da operação que ainda mobiliza equipes em busca de trabalhadores e moradores não localizados.