Morte de Thawanna: Testemunhas e imagens contradizem versão oficial de Yasmin Cursino Ferreira?

Contestação da Versão Oficial sobre Morte de Thawanna da Silva Salmázio
A narrativa inicial sobre o falecimento de Thawanna da Silva Salmázio, baleada por Yasmin Cursino Ferreira, 21, na última sexta-feira (3), na zona leste de São Paulo, enfrenta questionamentos sérios. Testemunhas, familiares e imagens capturadas antes e depois do disparo contradizem o relato oficial.
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Thawanna, que trabalhava como ajudante-geral autônoma, completaria 32 anos e deixou cinco filhos pequenos, com idades entre 5 e 14 anos, além do companheiro com quem vivia há cerca de três anos.
O Relato Policial Versus o Testemunho dos Envolvidos
O boletim de ocorrência descreve que os policiais militares estavam em patrulhamento no bairro Cidade Tiradentes, quando avistaram um casal caminhando com os braços entrelaçados no meio da rua. Segundo a versão dos agentes, o homem teria se desequilibrado, fazendo seu braço atingir o retrovisor direito da viatura.
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Os policiais alegaram que, ao retornarem para verificar o indivíduo, este teria começado a gritar e reclamar com a guarnição. O BO registra que, após pararem a viatura, iniciou-se um desentendimento, momento em que a policial feminina teria desembarcado e a mulher que acompanhava o rapaz teria avançado contra ela.
Versões Divergentes no Local dos Fatos
A cena narrada pelos PMs em depoimento na delegacia, que antecedeu o disparo de arma de fogo por Yasmin, atingindo a região abdominal de Thawanna, é refutada por testemunhas, gravações e pelo companheiro da vítima, presente na ocorrência.
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Luciano Gonçalves dos Santos, 37, pedreiro, relatou que foi atingido pelo veículo policial. Ele narrou que caminhavam por uma rua estreita, perto de um amigo, quando viram uma moto passando em alta velocidade, seguida por duas viaturas. Logo depois, uma terceira viatura passou muito perto do casal, em velocidade reduzida.
Acusações de Agressão e Disparos
Luciano afirmou que a viatura “veio para cima de mim, de propósito, passou tirando fina da gente, e o retrovisor pegou no meu cotovelo”. Ele acrescentou que a viatura deu ré, e tudo ocorreu muito rapidamente. Segundo ele, a policial Yasmin desceu xingando e agredindo sua companheira, dizendo que ela “já chegou chutando a minha mulher e dando tapa na cara”.
A advogada da família, Viviane Leme, confirmou a versão de Luciano ao analisar imagens da câmera corporal do condutor e gravações de testemunhas. Ela apontou que o intervalo entre a passagem da viatura e o disparo foi de apenas 36 segundos. Além disso, as imagens mostram que o condutor orientou Yasmin a não descer, o que ela teria ignorado, agredindo Thawanna sem qualquer abordagem prévia.
Testemunhos e Análise Jurídica do Caso
Outra testemunha corroborou os depoimentos, descrevendo que a violência começou quando a polícia se aproximou. Ela relatou que, após o confronto, houve agressões físicas. O relato descreve que a situação escalou rapidamente, culminando no disparo fatal.
Em paralelo, o Ministério Público e a polícia investigam os fatos. O caso gerou grande repercussão, com pedidos de revisão dos procedimentos policiais e responsabilização dos envolvidos. A análise das provas é crucial para determinar a real dinâmica dos eventos.
Apesar dos depoimentos e das evidências, o processo segue em andamento, com as autoridades competentes determinando os próximos passos investigativos.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



