Morre o psicólogo Milton Bicalho, referência da luta antimanicomial em Minas

Ex-presidente do CRP-MG, ele trabalhou 23 anos na rede pública de saúde de Contagem e morreu em 20 de maio, em João Pessoa.

3 min

Foto: Reprodução

Legado na defesa da saúde pública e dos direitos humanos

O psicólogo Milton dos Santos Bicalho, figura central na defesa da saúde pública e da reforma psiquiátrica, morreu em João Pessoa, em 20 de maio de 2026. Sua trajetória, marcada pela valorização da psicologia como ferramenta de transformação social, deixa um legado significativo para a categoria e para o Brasil.

Bicalho foi uma referência histórica em Minas Gerais, com atuação relevante em conselhos regionais e federais de psicologia, além de seu papel no Conselho Editorial do Brasil de Fato MG.

Reconhecimento e legado

O Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG) expressou sua profunda tristeza e homenageou a contribuição de Bicalho para a psicologia. A entidade ressaltou a importância de sua atuação na defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e na valorização da Psicologia em Minas Gerais, afirmando que seu legado é inestimável. “Sua trajetória foi marcada pela defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e pela valorização da Psicologia em Minas Gerais.

Sua atuação deixa um legado inestimável para toda a categoria”, declarou a entidade.

Atuação e engajamento

Milton Bicalho presidiu o CRP-MG durante o X Plenário, consolidando uma longa militância em defesa da saúde mental e dos direitos humanos. Formado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Psicologia pela Newton Paiva, também possuía mestrado em Psicologia Social pela mesma instituição.

Sua atuação de 23 anos na rede pública de saúde de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), representou um marco em seu trabalho.

Participação em movimentos e coletivos

Ao longo de sua carreira, Bicalho participou ativamente da luta antimanicomial e da reforma psiquiátrica brasileira, defendendo modelos de cuidado em liberdade e políticas públicas voltadas à dignidade das pessoas em sofrimento psíquico. Além de sua atuação no CRP-MG, integrou o Conselho Federal de Psicologia e o coletivo nacional Esperançar, atuando em defesa de uma psicologia comprometida socialmente.

Leia também

Também foi membro docente da Fundação Gregório Baremblitt / Instituto Félix Guattari, onde aprofundou estudos em esquizoanálise e esquizodrama.

Contribuições adicionais

Milton Bicalho participou de debates públicos, entrevistas e atividades de formação relacionadas à saúde mental, políticas públicas e questões sociais. Paralelamente, construiu uma atuação reconhecida em espaços de acolhimento e diálogo entre fé, diversidade e direitos humanos, integrando o coletivo Diversidade Católica BH.

Sua presença no conselho editorial do Brasil de Fato MG contribuiu para fortalecer um projeto de comunicação popular comprometido com a democracia e a justiça social.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para conteudo@cliquefatos.com.br.