Moro defende saída de Flávio Bolsonaro do país após PF pedir passaportes: “é compreensível”

O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), disse na terça-feira (27) que a saída do país do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência, é “compreensível”.
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Moro fez uma pergunta direta: “Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição? O Brasil segue longe da normalidade institucional. No contexto, Flávio deixar o país é compreensível”, escreveu.
Passaportes foram cancelados após o prazo de entrega
A saída do senador veio depois de a PF pedir a entrega dos passaportes por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O magistrado fixou o prazo de em até 24 horas e proibiu Flávio de deixar o país e de manter qualquer contato com o advogado Willer Tomaz.
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Segundo apuração da CNN, o candidato do PL (partido Liberal) não entregou os documentos dentro do prazo, que terminou às 11h da terça-feira. Com isso, a PF cancelou os passaportes do senador.
Aliados viram a viagem aos EUA com surpresa
Como a CNN havia mostrado, aliados de Flávio afirmaram mais cedo que ele deixou o país com a família em direção aos Estados Unidos. Autoridades americanas confirmaram a informação à agência de notícias Reuters.
A saída provocou surpresa e insatisfação entre aliados políticos, de acordo com a CNN. Integrantes do entorno do ex-candidato disseram não compreender a decisão, e um deles chegou a classificar a saída como “inaceitável”.
Outros aliados, porém, saíram em defesa do senador. O vice na chapa de Flávio, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), disse que ele sofre uma “perseguição implacável”. Já políticos próximos a Flávio afirmaram à CNN que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endossou a decisão e sinalizou a concessão de asilo político.
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Três inquéritos tramitam no STF contra o senador
Flávio responde a três inquéritos no STF. Um deles apura calúnia contra o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outro trata de suspeitas envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O terceiro caso se relaciona à associação com o advogado Willer Tomaz, por lavagem de dinheiro e evasão de dívidas. Os relatores são Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Cabe a eles avaliar se os crimes investigados têm ligação com o mandato parlamentar do senador. Se houver essa ligação, os processos seguem no STF. Na ausência dela, podem ser enviados à primeira instância.
Editoria:
Redação Política
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