Moradores de Guarulhos denunciam perseguições da Guarda Civil Municipal durante evento na adega
A situação gerou preocupação entre os moradores, que relatam um clima de apreensão e vigilância constante em torno da adega.
Moradores de Guarulhos estão enfrentando uma situação preocupante, com relatos de perseguições pela Guarda Civil Municipal e outras autoridades policiais. Um proprietário de uma adega afirmou que essa perseguição já dura mais de seis meses. A ação mais recente ocorreu na última segunda – feira (29), durante o jogo do Brasil na Copa do Mundo.
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O dono da adega contou à CNN Brasil que os agentes agiram enquanto ele realizava um churrasco próximo ao seu estabelecimento, reunindo cerca de 20 pessoas para assistir à partida entre Brasil e Japão. O local, que contava com alguns telões e mesas, estava tranquilo ao fim do jogo, mas mesmo assim, os agentes chegaram exigindo que todos se dispersassem.
Ação Policial e Conflito
Segundo o comerciante, a abordagem não foi pacífica. Ele relatou que os agentes chegaram lançando bombas e disparando balas de borracha em direção às crianças e aos demais presentes no evento. A CNN Brasil teve acesso a vídeos que mostram ferimentos causados por esses disparos.
Uma das vítimas foi atingida por três tiros e sofreu lesões graves em várias partes do corpo. O homem ferido assistia ao jogo com sua família no local.
Além dele, outro funcionário da adega também ficou machucado durante a operação policial. Apesar de o comércio estar legalizado, com toda a documentação em dia e mercadorias originais, o proprietário afirma que continua sendo alvo da fiscalização intensa da Guarda Municipal.
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De acordo com seu relato, viaturas permanecem estacionadas em frente à adega todas as semanas a partir de quinta – feira, muitas vezes por até quatro horas. Essa vigilância constante tem gerado um clima de apreensão entre os moradores e frequentadores do local.
Resposta da Prefeitura
A CNN Brasil entrou em contato com a Prefeitura de Guarulhos para obter esclarecimentos sobre a situação. A administração municipal revelou que a Corregedoria da Guarda Civil Municipal instaurou um procedimento para investigar as circunstâncias da ocorrência e as ações dos agentes durante a operação.
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Além disso, garantiu que todas as medidas necessárias já foram tomadas para apurar os fatos.
Segundo informações fornecidas pela Prefeitura, a Polícia Civil não participou da operação mencionada nos relatos dos moradores. A administração assegurou que o processo seguirá rigorosamente os protocolos legais estabelecidos para esse tipo de investigação.