Justiça de SP condena Ricardo Najjar a 24 anos por feminicídio da filha de 4 anos

A condenação de Najjar marca um importante passo na luta contra a violência doméstica e o feminicídio, destacando a necessidade de proteção às crianças.

17/08/2026 08:37

3 min

Imagem ilustrativa – menina de 4 anos morreu após ser sufocada pelo pai.
Imagem ilustrativa – menina de 4 anos morreu após ser sufocada p...

Um homem foi condenado a 24 anos, 10 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato da própria filha, de apenas 4 anos. A decisão foi proferida pela 1ª Vara do Júri da Capital, em São Paulo, na noite da última sexta – feira (14). O crime foi classificado como feminicídio, e a pena foi agravada devido à idade da vítima, que era menor de 14 anos.

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou que o réu, identificado como Ricardo Krause Esteves Najjar, buscou a filha na escola e a levou para casa. De acordo com sua versão dos fatos, ele encontrou a menina caída no chão após um banho.

No entanto, investigações revelaram que a criança havia sido sufocada com um saco plástico e apresentava diversas lesões pelo corpo. Ricardo alegou que o sufocamento teria ocorrido acidentalmente.

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Histórico do caso

Essa não é a primeira vez que Ricardo enfrenta a justiça por esse crime. Em um primeiro julgamento, ele foi inicialmente condenado por homicídio doloso qualificado. Contudo, essa decisão foi anulada devido a contradições nos votos dos jurados. Em uma segunda audiência sobre o caso, as acusações foram desqualificadas para homicídio culposo e prescrição das penas aplicáveis.

A prescrição ocorre quando o tempo limite para o julgamento se esgota sem que o caso seja concluído pela Justiça, levando ao perdão do réu ou à liberação de sua pena. No entanto, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu dessa decisão.

O órgão argumentou que a determinação contraria as provas técnicas presentes nos autos, que demonstram que a morte da menina resultou de uma ação humana dolosa.

Segundo o MPSP, laudos necroscópicos indicaram que as circunstâncias da morte da criança eram incompatíveis com um acidente ou asfixia acidental. Diante disso, o TJSP acolheu o pedido do Ministério Público e determinou um terceiro julgamento para reavaliar os fatos.

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Desdobramentos jurídicos

A defesa do réu recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas seu recurso foi rejeitado. Durante o novo julgamento no Tribunal do Júri, os jurados reconheceram a autoria dos fatos apresentados e decidiram pela condenação de Ricardo. A CNN Brasil tentou entrar em contato com a defesa do réu para obter mais informações sobre sua posição no caso, mas não obteve resposta até o momento.

A gravidade desse caso reflete preocupações mais amplas sobre a segurança das crianças no Brasil e os desafios enfrentados pelo sistema jurídico em lidar com crimes familiares. As discussões sobre feminicídio e violência contra menores seguem sendo temas relevantes na sociedade brasileira atual.

A condenação traz à tona questões urgentes acerca da proteção infantil e da responsabilização adequada em casos de violência familiar. A sociedade aguarda ansiosamente pelos próximos passos desse processo judicial e pelas medidas que poderão ser implementadas para prevenir tragédias semelhantes no futuro.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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