Mojtaba Khamenei fala em “golpe fulminante”, e Irã intensifica ataques no Oriente Médio
Conflito no Oriente Médio escala após ataques e retaliações
O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, declarou nesta sexta-feira (20) que o Irã havia realizado um “golpe fulminante” e “derrotado” o inimigo na guerra, em resposta aos ataques de Israel que resultaram na morte de outros dois altos dirigentes da república islâmica.
O conflito, que já dura três semanas, intensificou-se com novas ações e contra-ataques, gerando preocupações sobre a estabilidade econômica global.
Em sua mensagem, Khamenei enfatizou a unidade do povo iraniano, destacando a importância da coesão apesar das diferenças religiosas e políticas. Ele afirmou que o Irã “desferiu um golpe fulminante que fez com que agora [o inimigo] comece a proferir palavras contraditórias e sem sentido”, demonstrando a eficácia das estratégias iranianas.
O novo líder, que sucedeu o pai, Ali Khamenei, morto em fevereiro, é alvo das forças israelenses e não aparece em público desde então.
O Exército israelense intensificou sua ofensiva, anunciando a morte do chefe da unidade de inteligência da milícia paramilitar Basij, Esmail Ahmadi, em um bombardeio em Teerã. Paralelamente, a Guarda Revolucionária iraniana lançou ataques em Jerusalém e infraestruturas no Golfo, causando um incêndio em uma grande refinaria do Kuwait.
Essas ações refletem a determinação do Irã em retaliar pelos ataques e projetar sua influência na região.
A situação tem gerado temores de uma crise econômica global, considerando o bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de hidrocarbonetos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente os países da Otan, chamando-os de “covardes” por não apoiarem diretamente os EUA na guerra contra o Irã.
A tensão nos mercados financeiros se refletiu no aumento dos preços do petróleo, atingindo US$ 120,00.
A Suíça, mantendo sua política de neutralidade, anunciou que não emitirá licenças para exportar armas para os Estados Unidos devido à guerra contra o Irã. O governo suíço também rejeitou pedidos de sobrevoo dos EUA relacionados à guerra contra o Irã, embora tenha permitido outros três, citando a lei de neutralidade do país.
Os Estados Unidos foram o segundo maior importador de armas suíças no ano passado, com compras no valor de US$ 119 milhões.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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