Susto de Halloween faz mal ao coração? Quem corre risco e quais sinais exigem ir ao médico

Cardiologista Mohamed Gabr, do Baylor College of Medicine, alerta que pacientes com doença arterial coronariana.

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Halloween, abóbora | Foto: Reprodução/Exame
Halloween, abóbora | Foto: Reprodução/Exame

O cardiologista Mohamed Gabr, do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, explicou em comunicado que o susto típico do Halloween, celebrado em 31 de outubro, pode afetar o coração, sobretudo em quem já tem problemas cardíacos. As alterações costumam passar, mas alguns sintomas pedem atendimento médico.

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O medo ativa o sistema nervoso simpático, responsável por preparar o corpo para reagir a perigos. Com isso, a frequência cardíaca e a pressão arterial sobem, enquanto os vasos sanguíneos se contraem. Na maioria das pessoas, os batimentos desaceleram gradualmente e voltam ao nível anterior.

Quem precisa redobrar a atenção com sustos

Pessoas com histórico de doenças cardiovasculares devem ter cuidado especial com atividades que provoquem medo intenso ou liberem adrenalina de forma repentina. O grupo de maior atenção inclui quem tem doença arterial coronariana, obstruções nas artérias ou já fez colocação de stents ou cirurgias cardíacas.

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Segundo Gabr, o aumento súbito dos batimentos, somado à contração dos vasos, pode representar risco para esses pacientes. Algumas arritmias também podem surgir após um susto repentino, e pessoas que já convivem com elas podem reagir de forma anormal a esses estímulos.

Por isso, o especialista recomenda cautela antes de encarar atrações de terror e outras brincadeiras típicas da data.

Quais sinais indicam problema no coração

Uma aceleração passageira dos batimentos é uma reação comum ao medo. Mesmo assim, há sintomas que merecem atenção. Entre eles estão palpitações que não passam, dor, aperto ou desconforto no peito e falta de ar.

Tontura, sensação de desmaio, náusea e suor intenso também fazem parte da lista apontada pelo especialista. Quem sentir tontura ou perto de desmaiar deve se sentar imediatamente e avisar alguém por perto.

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Já desmaios, dor no peito, dificuldade para respirar e palpitações persistentes exigem avaliação médica imediata, principalmente para quem tem doença cardíaca conhecida.

Doces também pedem moderação

Segundo Gabr, comer algumas guloseimas de vez em quando não é, por si só, o maior problema. O risco aparece quando o consumo de açúcar é frequente e exagerado, o que pode contribuir para obesidade, diabetes, hipertensão e alterações no colesterol, todos ligados ao risco cardiovascular.

O especialista lembra que alterações nas artérias podem começar na infância, embora as consequências costumem aparecer na vida adulta. Para evitar o excesso, a recomendação é distribuir os doces por vários dias, em vez de consumi-los de uma só vez.

Gabr também sugere oferecer as guloseimas depois de refeições equilibradas e deixar frutas à mão como opção para os lanches. Assim, é possível aproveitar a data sem deixar de lado a saúde do coração.

A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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