Moagem de Trigo no Brasil supera 13 milhões de toneladas em 2025 e revela novos hábitos de consumo

O Brasil atinge novo marco na moagem de trigo em 2025, superando 13 milhões de toneladas. Descubra como o consumo está mudando!

26/05/2026 07:06

3 min

Moagem de Trigo no Brasil supera 13 milhões de toneladas em 2025 e revela novos hábitos de consumo
(Imagem de reprodução da internet).

Aumento da Moagem de Trigo no Brasil em 2025

O crescimento no consumo de produtos derivados do trigo no Brasil resultou em uma demanda crescente pelo cereal, fazendo com que a moagem nacional superasse 13 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo. De acordo com uma pesquisa da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo), 140 moinhos de 105 empresas processaram 13,27 milhões de toneladas do cereal em 2025, o que representa um aumento de 0,6% em comparação a 2024.

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Segundo a Abitrigo, esse aumento na moagem reflete a mudança no perfil de consumo dos brasileiros, que estão buscando mais produtos à base de trigo, como massas, biscoitos, pães congelados e pré-misturas. O presidente da Abitrigo, Daniel Kummel, destacou que “o brasileiro está consumindo mais produtos derivados de trigo.

O setor está crescendo acima da população”.

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Destinos da Farinha de Trigo Processada

A maior parte da farinha de trigo processada no país foi destinada à panificação e pré-misturas, que representaram 30% do total. A indústria de massas também teve um crescimento, aumentando sua participação para 18%. A indústria de biscoitos ficou com 12% da farinha processada, enquanto o varejo, com embalagens de 1 quilo, representou 10%.

Os pães industriais receberam 9% da farinha, dividindo a posição com embalagens de 5 quilos. O restante do cereal foi destinado a pães congelados, farinhas integrais e outros produtos alimentícios.

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Em termos absolutos, o Paraná continua sendo a região com a maior moagem anual, totalizando 3,5 milhões de toneladas, devido à sua tradição como forte produtor de trigo. O estado possui capacidade instalada para processar 4,4 milhões de toneladas.

As maiores discrepâncias entre capacidade instalada e moagem anual estão em Santa Catarina e São Paulo, onde Santa Catarina processou 474,6 mil toneladas em 2025, com capacidade para 700 mil toneladas, e São Paulo moeu 1,7 milhão, tendo capacidade para 2,5 milhões.

Dependência de Importações e Desafios do Setor

O Rio Grande do Sul, outro importante produtor de trigo, moeu 1,3 milhão de toneladas, com uma capacidade de 1,8 milhão. Kummel, da Abitrigo, mencionou que a rentabilidade do setor está sendo afetada pelas oscilações cambiais, impactando os custos de importação e do trigo nacional.

Ele observou que nem todo o aumento de custos foi repassado ao consumidor, o que explica a estabilidade dos preços dos derivados de trigo nos últimos meses.

Apesar do crescimento na moagem, o Brasil ainda enfrenta desafios. Com um consumo em torno de 12 milhões de toneladas e uma produção de apenas 7,9 milhões de toneladas no último ciclo, o país precisa importar para atender à demanda. A pesquisa da Abitrigo revelou que o Nordeste e o Norte dependem quase totalmente do trigo importado, com 95% da moagem na região sendo de origem externa.

São Paulo importa 72% do trigo que processa, enquanto no Centro-Oeste, 64% do cereal moído é importado.

Impactos do Cenário Internacional

Kummel explicou que essa dependência se deve a questões estruturais e logísticas, já que os moinhos próximos ao litoral têm uma logística mais favorável para importar trigo do que buscar o produto em outras regiões do país. Essa dinâmica tem se mantido por muitos anos, dificultando a autossuficiência do Brasil no cereal.

Além disso, o cenário internacional é preocupante, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, que começou em 2022, elevando os preços globais do trigo, e as tensões entre Irã e Estados Unidos aumentando a volatilidade do mercado.

Apesar das incertezas, a Abitrigo assegura que não há risco de desabastecimento. Os moinhos mantêm estoques físicos entre três e quatro meses para garantir o fornecimento contínuo ao mercado. A preocupação atual se concentra nas condições climáticas globais e seus impactos na produção agrícola, com Kummel afirmando que “o ambiente ainda é incerto e pode trazer complexidade para os preços nos próximos meses”.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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