Ministério Suspende Debate Crucial sobre Mistura Etanol na Gasolina em 2026

O Ministério de Minas e Energia suspendeu a reunião que deveria discutir a elevação da mistura obrigatória de etanol na gasolina. O encontro, originalmente agendado para 7 de maio e adiado para a segunda-feira, 11 de maio de 2026, pelo ministro, não teve nova data definida até o momento.
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A discussão sobre o aumento da mistura de 30% (E30) para 32% (E32) era o ponto central da pauta, e o andamento do processo dependia de decisões específicas.
Atraso na Deliberação
A decisão de adiar a reunião gerou questionamentos. O Poder360 tentou obter esclarecimentos do ministério, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. A expectativa de avanços na regulamentação do etanol estava diretamente ligada a declarações recentes do presidente do PT, que sinalizou com a possibilidade de anúncio de ampliação das misturas obrigatórias.
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Novas Medidas e Testes em Andamento
Em 30 de abril, o petista mencionou a expansão das misturas para o E32 e a elevação do teor do biodiesel no diesel de 15% (B15) para 16% (B16). Os testes para validar a viabilidade técnica do E32 já estão em andamento, o que possibilita a análise do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Para o B16, os estudos estão previstos para iniciar em maio e devem durar, no mínimo, seis meses.
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Cronograma e Contexto Econômico
O governo almeja anunciar as mudanças até o final do ano, em linha com a legislação sancionada em outubro de 2024. Essa lei estabelece uma expansão gradual, condicionada à viabilidade técnica. O cronograma original previa o avanço para o B16 em março, mas a data foi adiada.
A discussão ganha relevância diante do cenário atual do mercado de combustíveis, marcado pelo aumento dos preços, influenciado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
Defesa da Frente Parlamentar do Biodiesel
A Frente Parlamentar do Biodiesel defende que o momento de aumento das misturas é oportuno, devido à alta dos combustíveis fósseis. A frente argumenta que essa medida fortaleceria a competitividade da produção nacional de biocombustíveis, além de contribuir para a redução de preços e importações, diminuindo a dependência externa.
A frente também sugere que a alta subvenção ao diesel poderia ser reduzida, já que o aumento da mistura diminuiria a necessidade de importação de combustíveis convencionais, e a indústria de biodiesel seria capaz de atender à demanda.
A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) ainda defende que não é necessário realizar testes para o B16, citando o uso de misturas mais avançadas em países como EUA e Indonésia, sem problemas. A legislação exige a comprovação da “viabilidade técnica”, mas a frente interpreta isso de forma ampla, sem a necessidade de testes específicos.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



