MP do Paraguai busca casa de verão de Peña; advogado diz: “Vamos nos submeter à investigação”

O imóvel não é onde Santiago Peña cumpre prisão preventiva; a busca integra a apuração de suposto conflito de interesses envolvendo o Ueno Bank.

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Ministério Público do Paraguai realiza mandado de busca e apreensão em casa de verão de Peña | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Ministério Público do Paraguai realiza mandado de busca e apreen...
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O Ministério Público do Paraguai cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de verão do ex-presidente Santiago Peña, na região de Ciervo Cuá, em San Bernardino, neste domingo (8). A diligência integra a investigação sobre supostos crimes ligados a Peña no caso do Ueno Bank e foi conduzida pelos promotores Silvia González, Cristhian Benítez e Elena Fiore.

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O imóvel não é a residência onde Peña se encontra preso. O juiz Humberto Otazú decretou a prisão preventiva do ex-presidente no sábado (7), um dia depois de ele sofrer impeachment.

Prisão preventiva foi decretada após impeachment

O Ministério Público já havia indiciado Peña e Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central. A Justiça também determinou a prisão preventiva de Carvallo.

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Otazú disse que a medida contra Peña é necessária para garantir que ele permaneça no país durante o processo. A prisão, decretada após a destituição do ex-presidente, ocorreu em meio a uma crise política e financeira que provocou protestos em Assunção e envolveu altos funcionários.

O advogado de Peña, Ricardo Preda, afirmou a jornalistas que seu cliente nega as acusações. “Vamos nos submeter à investigação e estou certo de que, ao final dela, o resultado será o arquivamento do caso”, disse.

Promotores apontam conflito de interesses

A acusação afirma que Peña usou o cargo de presidente para influenciar decisões de órgãos governamentais e entidades estatais, mantendo grandes quantias de dinheiro público depositadas no Ueno. Segundo os promotores, ele tinha vínculos financeiros com a instituição.

Para a acusação, Peña teria incentivado, facilitado ou influenciado decisões que beneficiaram o banco, o que configuraria conflito de interesses. Ele foi acionista da holding controladora do Ueno até março de 2025 e nega irregularidades. O ex-presidente sustenta que os problemas do banco são de natureza regulatória.

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Peña foi à sede do Ministério Público na manhã de sábado para depor, após a destituição do cargo na sexta-feira. O impeachment levou o vice-presidente Pedro Alliana, do Partido Colorado, à Presidência; ele tomou posse na sexta-feira para completar o mandato, previsto para terminar em agosto de 2028.

As duas acusações contra Peña podem resultar em até 20 anos de prisão, informou a promotora Nancy Salomón.

Carlos Carvallo também foi alvo de denúncia

O ex-presidente do Banco Central foi denunciado por quebra de confiança, falsificação de documentos públicos e gestão em benefício próprio. O Ministério Público pediu sua prisão preventiva, e Carvallo não respondeu a um pedido de comentário.

Carvallo renunciou à presidência do Banco Central no início desta semana, enquanto a crise envolvendo o Ueno se intensificava. Antes, havia comandado a instituição financeira digital até 2023.

Neste sábado, o Banco Central informou que foram pagos US$ 160 milhões a quase 1,2 milhão de pessoas pelo sistema estatal de garantia de depósitos.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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