Ministério da Saúde propõe PrEP injetável com cabotegravir no SUS para prevenção do HIV

A proposta do Ministério da Saúde visa diversificar as opções de prevenção ao HIV, com foco na inclusão da PrEP injetável, aguardando análise da Conitec.

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PrEP injetável pode ser utilizada pelo SUS; imagem ilustrativa | Foto: Reprodução
PrEP injetável pode ser utilizada pelo SUS; imagem ilustrativa |...
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O Ministério da Saúde apresentou novas iniciativas para ampliar as opções de prevenção ao HIV e à Aids durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, que acontece no Brasil nesta segunda-feira (27). Este evento, realizado pela primeira vez na América do Sul, reúne especialistas, gestores e representantes de governos para discutir estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

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A proposta do Brasil inclui a introdução de tecnologias inovadoras, como a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) injetável com o medicamento cabotegravir, que será aplicado a cada dois meses. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo já realiza ensaios clínicos com essa medicação, mostrando resultados promissores em termos de proteção.

Avanços na prevenção e análise pelo Conitec

A proposta para incorporar a nova forma de administração da PrEP foi encaminhada à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), que deve analisar a iniciativa em agosto deste ano. Durante a conferência, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou a importância dessa inclusão: “O Brasil quer incorporar porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação.”

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Padilha também ressaltou que a avaliação das novas tecnologias considera critérios técnicos, científicos e econômicos, além das condições de acesso para a população brasileira.

Resultados positivos na luta contra o HIV

O Brasil se destacou recentemente ao ser certificado em 2025 pela OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde) por eliminar a transmissão vertical do HIV como um problema de saúde pública. O país é o único país continental a alcançar esse marco significativo.

Com uma taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e uma incidência inferior a 0,5 casos por mil nascidos vivos, o Brasil superou também 95% de cobertura em pré-natal, testagem e tratamento para gestantes vivendo com HIV.

Um relatório da Unaids revelou que as mortes relacionadas à Aids caíram 57% desde 2010 nos continentes analisados, diminuindo de 1,3 milhão em 2010 para 570 mil em 2025. No Brasil, houve uma redução significativa nos óbitos por Aids em 2024: foram registrados 9,1 mil óbitos comparados aos 10 mil de 2023, uma redução de 13%.

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Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos três anos, houve um aumento de 100% na oferta de testes rápidos para HIV pelo SUS.

Atualmente, cerca de 22% das pessoas diagnosticadas com HIV iniciam o tratamento no mesmo dia da confirmação do vírus. Além disso, mais da metade dos pacientes começa a terapia antirretroviral dentro de um período de até 30 dias após o diagnóstico.

O papel da Pr

EP na prevenção do HIV

A PrEP é uma estratégia essencial para aqueles que estão em risco elevado de infecção pelo HIV e ainda não contraíram o vírus. Atualmente, o SUS disponibiliza essa profilaxia apenas na forma oral.

A implementação dessas iniciativas representa um passo importante na luta contra o HIV e Aids no Brasil.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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