Milton Leite depõe após prisão e nega irregularidades em contratos

Milton Leite nega irregularidades em contratos e afirma que doações foram legais e registradas na Justiça Eleitoral.

2 min

O vereador Milton Leite, presidente da Câmara de São Paulo.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na quarta-feira (7) o ex-vereador de São Paulo Milton Leite, apontado como um dos principais alvos da Operação Fim da Linha. A ação investiga um esquema de corrupção na SPTrans, empresa que gerencia o transporte público na capital paulista.

Milton Leite é acusado de receber propina de empresas de ônibus para favorecer o setor. A Justiça também expediu mandados de prisão contra outras pessoas envolvidas no esquema, que teria movimentado milhões de reais ao longo dos últimos anos.

Investigação aponta pagamento de propina

De acordo com as investigações, o esquema envolvia o pagamento de propina a agentes públicos para beneficiar empresas do setor de transporte. A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A operação, batizada de “Trem Fantasma”, apura supostas irregularidades em contratos firmados entre a prefeitura e concessionárias de ônibus. O montante desviado pode chegar a R$ 100 milhões, segundo os investigadores.

O que diz a defesa

A defesa de Leite nega as acusações. Em nota, os advogados afirmaram que o ex-governador “sempre pautou sua vida pública pela legalidade e transparência” e que “as doações recebidas foram legais e registradas na Justiça Eleitoral”. A investigação aponta que parte do dinheiro teria sido desviada para campanhas eleitorais. O ex-governador não foi preso e nega qualquer irregularidade.

Investigação mira contratos e repasses

A Polícia Federal apura contratos firmados entre 2015 e 2018, período em que o político comandou o Palácio dos Bandeirantes. O inquérito corre em sigilo na Justiça Federal de São Paulo. Documentos apreendidos na operação serão analisados nos próximos dias. A expectativa é que novas diligências ocorram nas próximas semanas. A defesa do ex-governador ainda não se manifestou publicamente sobre a operação.

O que diz a defesa

Procurada, a defesa de Geraldo Alckmin não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação. A Polícia Federal não informou quantos agentes participaram da ação nem detalhou o conteúdo dos documentos apreendidos. O material passará por análise pericial antes de ser anexado ao inquérito que investiga o caso. A investigação apura supostas irregularidades em contratos firmados entre 2017 e 2020. O caso corre sob sigilo na Justiça Federal de São Paulo.

Leia também

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.