Milei vê aprovação histórica para limitar emissão monetária Argentina
Milei celebra marco histórico com fim das operações do Banco Central para financiar governo argentino.
A Câmara dos Deputados argentina aprovou nesta quarta – feira um projeto crucial para a economia do país que visa restringir o poder regulatório e financeiro do Banco Central da República Argentina (BCRA). A iniciativa foi impulsionada pelo presidente Javier Milei com objetivo principal de controlar os índices altíssimos de inflação.
O texto passou por votações registradas em 144 votos favoráveis, contrapondo – se aos 109 votos contrários e nove abstenções. Com essa aprovação na câmara baixa, agora cabe à proposta seguir ao Senado Federal, onde não há maioria governamental garantida até o momento.
Restrições propostas para a Carta Orgânica do Banco Central
A reforma aprovada busca eliminar uma possibilidade que permitia à instituição bancária financiar diretamente o Tesouro Nacional através da emissão de moeda própria. Segundo os proponentes, esta limitação é fundamental para frear pressões inflacionárias sobre preços em geral.
“Muito obrigado aos deputados nacionais por apoiare o projeto…”, comemorou Javier Milei na rede social X após a votação. Ele classificou o movimento como um passo essencial “para erradicar a inflação da vida dos argentinos”.
Limites e objetivos eliminados. O texto do novo marco legal estabelece que preservar o valor monetário deve ser missão primária e central das autoridades bancárias argentinas. De acordo com explicações de Martín Kalos, economista consultado pela AFP, trata – se basicamente de uma tentativa estrutural para evitar picos elevados no índice de preços.
Além disso, os deputados aprovaram medidas que retiram outros propósitos anteriormente incorporadas ao BCRA — como as diretrizes relacionadas à promoção equitativa do emprego ou desenvolvimento econômico —, metas estas trazidas em períodos anteriores sob governamentos da era Cristina Kirchner (2007 a 2015.
O combate à inflação e o cenário pós – aprovação
Desde que assumiu o cargo presidencial em 2023, um dos pilares centrais na gestão econômica foi justamente combater uma taxa de descontrole. Na época de sua posse no poder executivo, os índices anuais estavam registrados nos três dígitos.
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A pressão sobre as finanças públicas levou resultados visíveis: apenas em julho passado, por exemplo, a inflação acumulada ao longo de doze meses havia atingido patamares elevados como 33,8%, após fortes cortes promovidos pelo governo ultraliberal atual.
Caso esta reforma seja aprovada também pela câmara alta (Senado), o Banco Central perderá autoridade para direcionar crédito especificamente destinados a setores específicos da economia argentina neste futuro próximo período.