TSE e Google lançam ferramenta contra deepfakes eleitorais

TSE e Google lançam ferramenta inédita contra deepfakes eleitorais, buscando proteger a integridade das eleições de 2026.

26/08/2026 20:31

3 min

Lançamento da parceria do TSE com Google Brasil para incentivo de tecnologia de detecção por semelhança no YouTube. Foto: Antonio Augusto/TSE
Lançamento da parceria do TSE com Google Brasil para incentivo d...

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Google lançaram nesta quarta – feira 26 uma iniciativa conjunta para fortalecer a segurança digital durante as eleições deste ano. A parceria visa incentivar os candidatos do pleito a utilizarem um recurso específico da plataforma You Tube chamado Detecção por Semelhanças, ou Likeness ID.

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A ferramenta permite que postulantes aos cargos públicos identifiquem conteúdos sintéticos — como deepfakes —, gerados de forma indevida utilizando sua imagem no ambiente virtual brasileiro. Segundo explicações divulgadas pelo TSE, essa ação busca aumentar drasticamente a capacidade de rastreio desses materiais na rede social em questão.

Preservar direitos e combater fake news eleitorais

Ao anunciar o acordo entre os setores público e privado, Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enfatizou que esta iniciativa representa um esforço crucial para manter intactos os direitos fundamentais digitais. O magistrado destacou ainda seu papel vital ao fortalecer a confiança geral depositada nas eleições brasileiras por meio da tecnologia aplicada à democracia.

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“Tenho a certeza de que a união dos setores público e privado, em prol dos valores democráticos, é uma das mais significativas expressões do texto constitucional”, afirmou Kassio durante as declarações sobre a parceria tecnológica.

Como funciona o sistema Likeness ID

Para começar a usar essa proteção digital no You Tube, candidato ou candidata precisa ter conta na plataforma e acessar especificamente o módulo “detecção de conteúdo por semelhança” dentro do Youtube Studio. Caso ainda não possua um perfil para este fim específico, há opção de criar apenas esse registro dedicado ao monitoramento biométrico da imagem.

O processo exige que os usuários aceitem termos específicos de uso antes avançarem nas etapas seguintes. É necessário passar pela verificação completa de identidade: isso inclui enviar documentos oficiais junto com uma selfie capturada tanto em formato foto quanto vídeo.

Cadastro biométrico no You Tube. Com esses dados coletados e o cadastro realizado, a plataforma cria na base de informações digitalmente reconhecível — ou seja, seu padrão visual único —, para identificar possíveis ocorrências do uso não autorizado dessa mesma aparência dentro dos vídeos publicados pelo próprio Youtube Studio.

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O sistema leva um prazo estimado de até dois dias úteis após concluído todo procedimento biométrico inicial da pessoa envolvida.

Após esse período de processamento, é realizada varreduras constantes nos conteúdos que circulam pela rede social em busca das características registradas. Se algum vídeo for detectado reproduzindo sua imagem sem permissão adequada, usuário será notificado sobre essa possível violação no conteúdo encontrado online.

A remoção e análise judicial

Ao receber o alerta do You Tube indicando a detecção na plataforma, candidato ou candidata poderá analisar detalhadamente qual material foi identificado como suspeito. Caso ele considere haver um uso indevido da própria identidade visual para fins não autorizados durante campanha política, é cabível solicitar formalmente que esse tipo de conteúdo seja removido imediatamente pela rede social.

O pedido feito pelo titular dos direitos passa por uma rigorosa análise interna baseada nas políticas privadas estabelecidas pelo próprio Youtube Studio. Apenas havendo comprovação clara de violações às regras internas da Google/You Tube sobre propriedade intelectual e imagem pessoal, será possível retirar o vídeo do ar permanentemente no You Tube.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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