Renan minimiza críticas de aliados sobre gênero e política em declarações polêmicas

O candidato ao Missão à Presidência, Renan Santos, minimizou nesta quarta – feira (26) críticas feitas por aliados sobre suas posições em relação a gênero e políticas públicas no combate à violência contra mulheres.
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Em declaraações polêmicas**, ele criticou os próprios apoiadores após falas controversas envolvendo Arthur do Val e Orlando Lima, defendendo ainda o papel dos estados como principais responsáveis pelas ações preventivas.*
Defesa de Renan diante das controvérsias com aliados
Durante entrevista concedida à TV Globo, Renan abordou as manifestações questionadas. Ele classificou tanto que foram “infelizes”, mas afirmou não anularam nem diminuíram a importância desses líderes para seu movimento político.
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O candidato relembrou um áudio antigo divulgado por Arthur do Val em 2022, no qual ele teria feito comentários sobre mulheres ucranianas serem consideradas “fáceis porque são pobres”. Ao ser confrontado pelo fato histórico, o Missão tentou contextualizar:
Políticas públicas e responsabilidade dos estados
Questionado especificamente sobre políticas de combate ao feminicídio dentro de sua plataforma governamental, Renan Santos foi categórico. Segundo suas palavras na entrevista, essa não seria uma atribuição exclusiva da presidência federal.
“Quem tem que fazer a formulação das políticas públicas e das ações sobre feminicídio e violência contra crianças e violência como um todo, são os estados e municípios”, declarou ele para cobrir as lacunas em seu plano inicial.
Visões pessoais de Orlando Lima. Sobre o líder do Missão à Presidência, **Orlando Lima**, cujas declarações já haviam gerado debate ao sugerir problemas democráticos com relação ao sufrágio universal, Renan foi diplomático.
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Ele reconheceu sua trajetória:
“Nem sabia da opinião dele. Mas se ele falou, é opinião dele (…) mas é um grande pensador.
Ele pode ter uma declaração infeliz, mas ter uma história brilhante”, justificou
A soberania e a defesa nuclear no Brasil
Em outro ponto de seu discurso na TV Globo, Renan Santos defendeu que o país deveria buscar condições para possuir armas nucleares em nível internacionalmente negociado.
O candidato argumenta sobre os estudos necessários: “Eu não acho que o Brasil dispõe de condições, nos próximos **10 anos**, de ter armas nucleares”, admitiu ele inicialmente ao falar da viabilidade técnica do projeto nacional. No entanto, enfatizou ser crucial iniciar um processo contínuo de recuperação total dessa capacidade perante o mundo.
Mudança constitucional e força política
“Para isso [desenvolver a bomba atômica], eu defendo uma mudança na Constituição — que atualmente veda o uso de energia nuclear para fins de defesa”,
disse Renan Santos.
Ele concluiu defendendo que não é necessário apenas estudo científico, mas sim “força política” como base: “Eu posso trazer apenas dados da realidade” sobre as necessidades defensivas do Brasil em relação às outras grandes potências mundiais.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



