Milei critica líderes progressistas latino-americanos como “tumor” em publicação online

Milei acusa líderes progressistas latino-americanos como “tumor” em crítica contundente com impacto no cenário global.

Javier Milei, presidente da Argentina, durante discurso em Beverly Hills, em 6 de maio

A publicação viralizou nesta terça – feira, dia 18, e lista nomes como Hugo Chávez e Nicolás Maduro— venezuelanos —, Néstor e Cristina Kirchner de Argentina; além dos líderes Evo Morales, Rafael Correa, José Mujica, Andrés Manuel López Obrador, Claudia Sheinbaum, Gustavo Petro, Daniel Ortega, Pedro Sánchez e Raúl Castro.

A imagem vinha acompanhada do texto “socialismo empobrecedor do século XXI”.

Críticas ao bloco progressista latino

O conteúdo original da legenda era bastante incisivo: ele afirmava que o Ocidente havia tido uma oportunidade irrepetível para restaurar a liberdade após a queda do Muro de Berlim.

Segundo os termos compartilhados por Milei em sua republicação, foram esses grupos considerados “todos incompetentes” pelo progresso alcançado desde então, sendo descritos como um “tumor mais difícil de extirpar da história”. O argentino comparou ainda as lideranças listadas a um “trem fantasma”, alertando ironicamente sobre qual seria o medo financeiro das pessoas ao atravessarem esse suposto túnel.

A declaração é parte dos constantes atrito entre Lula e ele próprio presidente Javier Milei; já houve trocas públicas acaloradas pelos dois líderes diversas vezes no período que se inicia há 2023.

Divergências são ideológicas, não diplomáticas

Em julho passado, em Lima — onde participava de uma cerimônia na posse da presidenta peruana Keiko Fujimori —, porta – voz do governo argentino afirmou a natureza tensa sempre existente nas relações com o Brasil.

“Sempre houve insultos de ambos os lados”, declarou Adrian Ravier. Ele esclareceu ainda aos detalhes jornalísticos brasileiros que as divergências entre Lula e Milei possuem um caráter essencialmente político ou meramente idealista; portanto, segundo ele, Argentina nunca levou essas diferenças para dentro dos campos estritamente diplomáticos.

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A fala ocorreu após autoridades brasileiras cobrarem justificativas à diplomacia argentina sobre ofensas feitas por Javier Milei contra Luiz Inácio Lula da Silva durante uma visita ao país em 2023.

O histórico recente das farpas políticas

Um episódio marcante aconteceu quando o argentino chamou Lula de “ladrão” e também “presidiário” no evento que lançava a candidatura de Flávio Bolsonaro, na época referindo – se à decisão judicial relativa aos movimentos domiciliares para ex – presidente Jair Bolsonaro.

Diante disso, foi necessário um posicionamento oficial: governo brasileiro convocou Daniel Raimondi, então embaixador da Argentina no Brasil, pedindo esclarecimentos sobre as ofensas.

O histórico é longo; ainda durante campanha eleitoral anterior ao início dos trabalhos presidenciais argentinos, Milei já havia classificado petistas como integrantes de uma “‘casta de políticos ladrões'”. Ele chegou até acusar Lula e o movimento por apoiarem Sergio Massa. Em junho de 2024 houve mais trocas diretas quando Luiz Inácio Lula pediu que Javier Milei se desculpasse pelas declarações passadas. Milei respondeu à cobrança afirmando haver assuntos muito maiores do que “o ego inflado” qualquer esquerdinha poderia ter.