Ibovespa sobe; dólar recua após intervenção americana em títulos norte-americanos

O mercado financeiro brasileiro registrou uma forte correção na quinta – feira, dia 19 de agosto de 2026. O Ibovespa conseguiu reverter a sequência inédita de perdas consecutivas que vinha acumulando desde o início do ano e fechou em alta significativa.
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A recuperação foi impulsionada por um cenário global favorável: os investidores reagiram à decisão dos Estados Unidos sobre títulos públicos longos no Tesouro Americano. Enquanto isso, o dólar comercial também apresentou queda acentuada ao longo da sessão.
Ibovesta se recupera após quedas; Dólar cai
O principal índice brasileiro encerrou – se com ganho expressivo de 0,90%, atingindo patamares de 167.830,27 pontos na Bovespa. Esse movimento marca a interrupção das onze perdas consecutivas mais recentes do mercado local desde 2023 e sinaliza uma correção importante depois dos prejuízos acumulados durante agosto neste ano.
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Em paralelo à alta no Ibovepspa, o dólar comercial fechou em queda acentuada de 0,87% para R 5,176 nesta quinta – feira (19/ago). Durante todo o dia negocial, a moeda americana oscilou entre os valores mínimos de R 5,157 e máximas que chegaram aos R 5,211.
O índice DXY também acompanhou essa tendência global negativa do câmbio ao recuar 0,85% às 17h 20.
Influência dos juros americanos nos mercados emergentes
O otimismo no mercado foi alimentado pela intervenção feita pelo Tesouro norte – americano. A autoridade anunciou planos para dobrar minimamente as operações de recompra em títulos longos (de 10 a 30 anos), elevando o valor mínimo por operação para US 4 bilhões.
Essa medida visa aumentar drasticamente a liquidez dentro do complexo mercado de Treasuries Americanos.
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Segundo Nicolas Gass, sócio e chefe de alocação da GT Capital, essa ação representa um “alívio externo e temporário”, mas não altera os fundamentos econômicos internos dos países emergentes como o Brasil. Ele explicou que quando os juros americanos caem no longo prazo, isso diminui diretamente o prêmio de risco exigido pelos investidores ao financiar nações em desenvolvimento.
Essa redução nos custos globais também impacta as ações: taxas mais baixas diminuem a taxa de desconto usada para precificar ativos acionários e melhoram geral o apetite por investimentos considerados arriscados globalmente. Por outro lado, Gass alertou ainda que esse cenário positivo pode favorecer uma busca alternativa do capital estrangeiro pela Bovespa devido aos menores retornos esperados com títulos dos EUA.
Fed Minutes apontam cautela; Petróleo segue alta
Em um movimento paralelo no exterior, os mercados americanos fecharam positivos após anúncios importantes sobre política monetária em Washington DC. O Dow Jones subiu 0,22% (para 53.463,11 pontos), enquanto SP 500 e Nasdaq também registraram altas de +0,24%, respectivamente.
A ata divulgada pelo Federal Reserve revelou que alguns dirigentes defendiam uma elevação de juros para 0,25 ponto percentual durante julho devido à inflação ainda elevada e disseminada na economia dos EUA; contudo, o documento sugere a possibilidade de um aperto antecipado evitar aumentos maiores no futuro financeiro do país.
No setor energético, os preços internacionais continuaram em alta pela quarta sessão consecutiva: Brent fechou com ganho de 0,23% aos US 91.23 por barril. Essa valorização foi impulsionada pelas crescentes incertezas sobre as rotas marítimas próximas ao estreito de Ormuz após informações indicarem que Irã disparou dois mísseis balísticos naquela área nos dias anteriores (dia 18/ago.
Apesar da pressão geopolítica e das altas nas bolsas americanas — onde o Departamento de Energia informou um aumento inesperado dos estoques para 428,8 milhões de barris na semana encerrada em 14 de agosto —, os investidores continuaram a apostar no risco global elevado.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



