Eleven Labs enfrenta desafios para IA soar naturalmente no atendimento corporativo

ElevenLabs busca inteligência artificial que reproduza nuances humanas no atendimento corporativo com foco na fluidez conversacional.

19/08/2026 17:11

3 min

MATÉRIA ELEVENLABS
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O desafio de fazer uma inteligência artificial soar natural é complexo mesmo para um sistema gravado previamente. Em operações reais de atendimento ao cliente, a dificuldade aumenta consideravelmente: não basta apenas falar bem.

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É preciso que os agentes virtuais consigam manter fluidez na conversa com interrupções e consultas em sistemas diversos — tudo isso sem ultrapassar as permissões estabelecidas pela empresa dona do serviço. A Eleven Labs aborda essa necessidade por meio da sua plataforma Eleve Agents, transformando o menu automático tradicional em interfaces completas entre empresas e consumidores.

Como funciona a voz generativa no atendimento corporativo

A tecnologia foi desenvolvida inicialmente como uma solução para áudio gerado artificialmente; Mati Staniszewski e Piotr Dąbkowski fundaram a companhia em 2022 justamente focados nesse nicho de inteligência artificial generativa.**

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Atualmente, os modelos avançam até reproduzir diferentes entonações vocais e formas específicas de falar humano. Com eleva Labs, as vozes podem ser configuradas minuciosamente tanto quanto precisam se adequar ao público – alvo ou à identidade visual da marca.

O potencial do agente virtual no mercado brasileiro

Em operações que exigem grande escala, esses agentes conseguem atender múltiplos consumidores simultaneamente por um período contínuo de vinte e quatro horas por dia. O uso prático abrange diversas áreas: varejo pode auxiliar na escolha de produtos ou rastreio de entregas; instituições financeiras assumem atendimentos transacionais dentro das regras prévias definidas pela organização.

Esse cenário encontra terreno fértil em países como o Brasil. Dados apresentados durante a Meta Conversations realizado em São Paulo, em 2024, apontaram para esse comportamento favorável ao áudio digital nas interações brasileiras.

Segurança e governança: garantindo decisões corretas

Para as empresas parceiras da plataforma eleva Labs, transformar este hábito natural por parte dos consumidores — enviar mais mídias vocais —, significa criar conversões capazes não só de atender ou vender, mas também resolver problemas complexos na escala desejada.

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Eduardo Villalba, head de marketing da Eleven Labs, espera com essa tecnologia um aumento significativo em capacidade operacional e redução nos tempos de espera sem necessariamente aumentar a estrutura física proporcionalmente ao volume crescente de atendimentos.

A segurança é o pilar que sustenta toda arquitetura do sistema. A platform conta diversas certificações importantes no mercado global como SOC 2 Type II, ISO 27001 và PCI DSS Level 1; além disso há atestados relacionados à HIPAA e GDPR para garantir conformidade internacional.

Controles rigorosos sobre dados sensíveis. Entre os controles disponíveis está uma função chamada Zero Retention Mode, configurada justamente para não armazenar nenhum dado das conversas realizadas pelos agentes virtuais em questão. No contexto brasileiro, a plataforma exige atenção especial às políticas de tratamento de informações da LGPD.

As empresas também têm autonomia total para simular cenários antes mesmo do lançamento oficial na operação real: elas determinam exatamente o que é permitido ou proibido fazer pelo agente virtual ao longo dos atendimentos diários. Essa governança serve tanto como proteção contra vazamento quanto impedindo decisões fora das diretrizes estabelecidas pela empresa — um ponto crucial especialmente quando se trata de jornadas financeiras com dados sensíveis e ações ligadas à conta cliente no varejo.

O futuro vai além da voz natural

Apesar da fluidez vocal ser essencial, segundo Villalba, a capacidade conversacional não basta por si só em atendimento corporativo; ela representa apenas uma etapa inicial para as operações mais complexas do mercado hoje.

“Para funcionar verdadeiramente,” explica o executivo, “o agente precisa acessar informações corretíssimas na base de conhecimento certa. Ele deve executar todas aquelas ações permitidas pelo sistema operacional E ainda saber encaminhar ao atendente humano aquilo que exige análise ou decisão final.” Essa combinação entre conversa inteligente e controle rigoroso é vista como definidora dos limites operacionais dessa tecnologia.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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