Milei compara Lula e líderes de esquerda a “trem-fantasma” em publicação online

A publicação viralizou nesta terça-feira, dia 18, e lista nomes como Hugo Chávez e Nicolás Maduro— venezuelanos —, Néstor e Cristina Kirchner de Argentina; além dos líderes Evo Morales, Rafael Correa, José Mujica, Andrés Manuel López Obrador, Claudia Sheinbaum, Gustavo Petro, Daniel Ortega, Pedro Sánchez e Raúl Castro.
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A imagem vinha acompanhada do texto “socialismo empobrecedor do século XXI”.
Críticas ao bloco progressista latino
O conteúdo original da legenda era bastante incisivo: ele afirmava que o Ocidente havia tido uma oportunidade irrepetível para restaurar a liberdade após a queda do Muro de Berlim.
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O argentino comparou ainda as lideranças listadas a um “trem fantasma”, alertando ironicamente sobre qual seria o medo financeiro das pessoas ao atravessarem esse suposto túnel.
A declaração é parte dos constantes atrito entre Lula e ele próprio presidente Javier Milei; já houve trocas públicas acaloradas pelos dois líderes diversas vezes no período que se inicia há 2023.
Divergências são ideológicas, não diplomáticas
Em julho passado, em Lima — onde participava de uma cerimônia na posse da presidenta peruana Keiko Fujimori —, porta-voz do governo argentino afirmou a natureza tensa sempre existente nas relações com o Brasil.
“Sempre houve insultos de ambos os lados”, declarou Adrian Ravier. Ele esclareceu ainda aos detalhes jornalísticos brasileiros que as divergências entre Lula e Milei possuem um caráter essencialmente político ou meramente idealista; portanto, segundo ele, Argentina nunca levou essas diferenças para dentro dos campos estritamente diplomáticos.
A fala ocorreu após autoridades brasileiras cobrarem justificativas à diplomacia argentina sobre ofensas feitas por Javier Milei contra Luiz Inácio Lula da Silva durante uma visita ao país em 2023.
O histórico recente das farpas políticas
Um episódio marcante aconteceu quando o argentino chamou Lula de “ladrão” e também “presidiário” no evento que lançava a candidatura de Flávio Bolsonaro, na época referindo-se à decisão judicial relativa aos movimentos domiciliares para ex-presidente Jair Bolsonaro.
Diante disso, foi necessário um posicionamento oficial: governo brasileiro convocou Daniel Raimondi, então embaixador da Argentina no Brasil, pedindo esclarecimentos sobre as ofensas.
O histórico é longo; ainda durante campanha eleitoral anterior ao início dos trabalhos presidenciais argentinos, Milei já havia classificado petistas como integrantes de uma “‘casta de políticos ladrões'”. Ele chegou até acusar Lula e o movimento por apoiarem Sergio Massa. Em junho de 2024 houve mais trocas diretas quando Luiz Inácio Lula pediu que Javier Milei se desculpasse pelas declarações passadas. Milei respondeu à cobrança afirmando haver assuntos muito maiores do que “o ego inflado” qualquer esquerdinha poderia ter.Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
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Redação Economia
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