Miguel Díaz-Canel critica EUA e alerta sobre consequências de ações militares contra Cuba

Miguel Díaz-Canel critica a ordem executiva dos EUA que ameaça o fornecimento de combustível a Cuba e alerta sobre consequências de ações militares.

19/05/2026 08:26

3 min

Miguel Díaz-Canel critica EUA e alerta sobre consequências de ações militares contra Cuba
(Imagem de reprodução da internet).

Declarações de Miguel Díaz-Canel sobre a tensão com os EUA

Na segunda-feira (18), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, criticou a ordem executiva dos Estados Unidos, que, segundo ele, “persegue e ameaça” aqueles que desejam vender combustível para a ilha. Ele a classificou como “imoral, ilegal e criminosa”.

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A medida, implementada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, restringiu severamente o fornecimento de petróleo, resultando em um rigoroso racionamento. Desde o final de março, Havana não recebe carregamentos de petróleo, após ter recebido cerca de 700 mil barris, o que representa aproximadamente duas semanas de consumo para a população de dez milhões de habitantes.

Na mesma ocasião, Díaz-Canel alertou que qualquer ação militar americana contra Cuba teria consequências incalculáveis para a paz e a estabilidade na região. “Cuba não representa uma ameaça”, afirmou o presidente em uma publicação na rede social X.

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Seus comentários surgem após uma reportagem do site Axios, divulgada no domingo (17), que mencionava informações confidenciais sobre a aquisição de mais de 300 drones militares por Cuba e planos para usá-los em ataques à base naval dos EUA na Baía de Guantánamo, além de navios militares e Key West, na Flórida.

Reações da população cubana

Nas ruas de Havana, alguns moradores expressaram disposição para resistir a qualquer ataque, mesmo diante das severas dificuldades econômicas enfrentadas pela ilha. “Sei que Cuba é um país forte. Os cubanos são muito corajosos e não vão nos encontrar despreparados”, declarou Sandra Roseaux, de 57 anos. “Se eles vierem, terão de lutar, porque Cuba responderá.

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Meu país, com fome ou como quer que seja, responderá. É melhor que eles não venham, porque haverá uma luta.”

A crise atual entre Cuba e os Estados Unidos se intensificou, especialmente após a prisão do presidente da Venezuela, um antigo aliado, em janeiro. Nas últimas semanas, a escassez de combustível se agravou, e a eletricidade está disponível apenas por uma ou duas horas por dia.

As tensões entre os dois países aumentaram consideravelmente nos últimos dias.

Pressão sobre Cuba e direitos de autodefesa

Recentemente, a Reuters informou que promotores dos EUA planejavam indiciar o ex-líder cubano Raúl Castro, de 94 anos, pelo abate de dois aviões operados por um grupo humanitário em 1996. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou que Cuba, “como todas as nações do mundo”, tem o direito à legítima autodefesa contra agressões externas, conforme a Carta da ONU e o direito internacional.

Ulises Medina, de 58 anos, morador de Havana, pediu por negociações entre os países. “Não seria correto que os EUA invadissem Cuba, nem que Cuba invadisse os Estados Unidos”, disse ele. “Eles precisam chegar a um acordo, conversar e negociar.

Cuba, em qualquer caso, se defenderá porque o país não se renderá.” Um eventual indiciamento de Raúl Castro, irmão do falecido ex-líder Fidel Castro e figura emblemática da Revolução Cubana de 1959, representaria uma escalada significativa na pressão sobre Cuba por parte dos EUA. “O povo cubano não permite que ninguém interfira em suas terras”, afirmou Jorge Villalobos, de 87 anos. “Os cubanos sabem como se defender, mesmo com paus e pedras.”

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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