Como funcionam as midterms dos EUA: quem está em disputa e por que o voto vale como teste para Trump

Com a Câmara inteira e 35 das 100 cadeiras do Senado em jogo na terça-feira (3), os democratas surgem como favoritos num cenário de 66% de desaprovação a Trump.

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Donald Trump suspendeu novas sanções dos EUA à Rússia após fechar acordo de exportação de diesel com Moscou | Foto: Reprodução/Brasil de Fato
Donald Trump suspendeu novas sanções dos EUA à Rússia após fecha...
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As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como “midterms”, acontecem na terça-feira (3). A votação ocorre na metade do mandato do presidente Donald Trump e renova quase todo o Congresso americano, com regras bem diferentes das brasileiras.

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Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Trump não aparece na urna, mas o resultado é tratado como um teste decisivo para os dois últimos anos de seu governo.

Como funcionam a votação e a apuração

No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) centraliza a apuração. Nos Estados Unidos, o modelo é descentralizado: cada estado define e coordena as próprias regras de votação e contagem.

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No Senado, cada um dos 50 estados elege duas cadeiras, independentemente da população. Já na Câmara, as vagas se distribuem por distritos eleitorais desenhados conforme a densidade populacional de cada estado.

Deputados cumprem mandatos de dois anos. Senadores ficam seis anos no cargo, e a Casa é renovada em terços a cada dois anos.

Republicanos perdem apoio e democratas aparecem como favoritos

Os republicanos têm hoje a maioria nas duas Casas do Legislativo. Pesquisa Reuters Ipsos divulgada em 19 de outubro, porém, mostra que 66% dos eleitores desaprovam a gestão do presidente, insatisfeitos com o alto custo de vida e com a condução da economia.

As projeções apontam favoritismo do Partido Democrata para reassumir o controle da Câmara e do Senado.

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Grupos progressistas e socialistas ganham espaço

Além do embate entre democratas e republicanos, a eleição mostra avanço de movimentos progressistas e socialistas. Cerca de 131 candidaturas pelo país contam com apoio da Socialistas Democráticos da América (DSA, na sigla em inglês), e seus integrantes disputam filiados ao Partido Democrata.

Analistas atribuem a expansão do grupo a nomes como o senador Bernie Sanders, as deputadas Alexandria Ocasio-Cortez e Rashida Tlaib e a vitória de Zohran Mamdani para a prefeitura de Nova York. Para esses observadores, o movimento responde aos anos de “trumpismo” e ao aumento das desigualdades sociais.

Disputa americana repercute na política brasileira

A corrida nos Estados Unidos também chega ao Brasil. Parlamentares democratas passaram a citar a concessão de visto ao candidato presidencial derrotado no Brasil, Flávio Bolsonaro (PL), como argumento contra o governo Trump e contra o secretário de Estado, Marco Rubio.

Integrantes da oposição brasileira criticam o acolhimento dado a um político investigado pela Justiça do país. Ao mesmo tempo, o governo americano impõe restrições a refugiados e imigrantes.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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