Michelle Bolsonaro comenta rejeição de Jorge Messias ao STF e afirma: “A Justiça de Deus foi feita”

Michelle Bolsonaro comenta a rejeição de Jorge Messias ao STF, destacando a vitória da oposição. Entenda as implicações dessa decisão para o governo.

02/05/2026 01:51

3 min

Michelle Bolsonaro comenta rejeição de Jorge Messias ao STF e afirma: “A Justiça de Deus foi feita”
(Imagem de reprodução da internet).

Rejeição de Jorge Messias ao STF: Comentários de Michelle Bolsonaro

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) se manifestou nesta quarta-feira (29) sobre a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Em uma publicação nas redes sociais, ela afirmou que a oposição havia “vencido” e declarou: “A Justiça de Deus foi feita.”

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A rejeição representa uma derrota significativa para o governo, que contava com o apoio de pelo menos 41 senadores para a aprovação. O governo esperava ter o respaldo de 45 senadores, enquanto a oposição alegava ter ao menos 30 votos contrários.

A votação, realizada após uma longa sabatina de oito horas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), foi secreta, o que gerou incertezas nas estimativas.

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Indicação de Messias e Tensão Política

A indicação de Messias ao STF, feita em novembro do ano passado, gerou tensões entre o Congresso e o governo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga. Temendo a rejeição, o governo formalizou a indicação apenas em abril, após um período de espera para tentar contornar resistências.

Messias buscou apoio, mas, conforme noticiado pela CNN Brasil, Alcolumbre só o recebeu dias antes da sabatina.

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Desde 1894, o Senado não rejeitava uma indicação ao Supremo. Ao longo de 132 anos, apenas cinco nomes foram recusados, todos durante o governo de Floriano Peixoto (1891-1894). Messias foi a terceira indicação de Lula neste mandato, após Cristiano Zanin e Flávio Dino, que foram aprovados.

Com a rejeição, o presidente terá que fazer uma nova escolha.

Desgaste nas Relações entre Executivo e Legislativo

A rejeição a Messias ocorreu em meio a um clima de tensão entre o Senado e o Executivo. Embora a indicação tenha sido feita em 20 de novembro do ano passado, o governo não comunicou Davi Alcolumbre sobre a escolha, o que gerou desconforto. Alcolumbre, que apoiava Rodrigo Pacheco, recebeu a mensagem sobre Messias apenas em 1° de abril deste ano, após o Planalto perceber que a resistência ao nome do AGU estava diminuindo.

Nos meses seguintes, Messias buscou apoio entre os parlamentares, incluindo membros da oposição. Pacheco, que antes era cotado para a vaga, acabou apoiando Messias, e seu partido, o PSB, divulgou uma nota de apoio na terça-feira (28). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou que a rejeição foi uma vitória da oposição, mas evitou relacionar o resultado com as eleições de 2026, afirmando que é um bom sinal para a democracia.

Sabatina e Postura de Messias

Durante sua sabatina, Messias fez acenos ao seu perfil evangélico e destacou a Constituição como seu “primeiro código de ética”, defendendo a separação de Poderes. Embora tenha elogiado o Supremo, também mencionou a necessidade de “aperfeiçoamento” da Corte e apoiou a Proposta de Emenda à Constituição que limita decisões monocráticas.

Em uma crítica, ele afirmou que processos devem ter “começo, meio e fim”, referindo-se ao Inquérito das Fakes News, que está em andamento desde 2019.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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