Meta e Google são condenados por crise de saúde mental em adolescentes nos EUA

Justiça americana condena redes sociais por crise de saúde mental em adolescentes
A Justiça dos Estados Unidos determinou que a Meta (dona do Instagram e do Facebook) e o Google (dono do YouTube) pagarão indenizações por contribuírem para uma crise de saúde mental entre adolescentes. O valor total da condenação somou US$ 6 milhões (aproximadamente R$ 31,4 milhões), com a Meta sendo responsável por US$ 4,2 milhões (R$ 22 milhões) e o Google por US$ 1,8 milhão (R$ 9,4 milhões).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A decisão, anunciada nesta quarta-feira (25), abre caminho para outros processos envolvendo danos à saúde mental de crianças e adolescentes causados pelo uso excessivo de plataformas digitais.
Caso marcante e precedente legal
O processo foi movido por uma jovem de 20 anos que alega ter desenvolvido um vício em redes sociais durante a adolescência. Segundo ela, o uso constante das plataformas, incluindo Instagram e YouTube, desencadeou pensamentos suicidas. A decisão judicial reconhece a negligência das empresas em relação ao impacto psicológico dessas plataformas em jovens vulneráveis.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A Meta, por meio de um comunicado, expressou discordância com o veredicto e informou que está avaliando suas opções legais, enquanto o porta-voz do Google, José Castañeda, anunciou planos de recorrer.
Repercussão e ações em outros países
O julgamento, que durou nove dias, concluiu que a Meta, Instagram, Facebook e YouTube do Google foram responsáveis pelos danos sofridos pela jovem. A decisão gerou repercussão internacional, com países como a Austrália já proibindo o acesso de menores de 16 anos às redes sociais e a Espanha discutindo medida semelhante.
Ações semelhantes estão em andamento na França e no Reino Unido, refletindo a crescente preocupação com os efeitos das redes sociais na saúde mental de crianças e adolescentes.
Controvérsias e decisões anteriores
Recentemente, um júri no Novo México considerou a Meta responsável por não proteger crianças de conteúdo sexualmente explícito, aliciamento e tráfico de pessoas, resultando em uma condenação de US$ 375 milhões. A Meta também enfrentou críticas devido à anulação de filtros de beleza no Instagram, embora a empresa argumentasse que a medida visava proteger a “liberdade de expressão”.
Documentos internos da Meta, revelados durante o julgamento, indicavam que a empresa havia definido aumentar o tempo de uso das plataformas como uma meta interna, inclusive entre adolescentes.
Impacto e futuro das redes sociais
A decisão judicial representa um marco importante na discussão sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia em relação ao bem-estar dos usuários, especialmente crianças e adolescentes. O caso pode influenciar futuras regulamentações e práticas das redes sociais, além de abrir caminho para outras ações judiciais buscando indenizações por danos à saúde mental.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Internacional
A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



