Mercado imobiliário em 2026: Diego Villar revela desafios e tendências que podem surpreender

Diego Villar analisa os desafios do mercado imobiliário em 2026, destacando a influência do crédito e da inflação. Quais tendências podem surpreender?

13/06/2026 15:26

2 min

Mercado imobiliário em 2026: Diego Villar revela desafios e tendências que podem surpreender
(Imagem de reprodução da internet).

Perspectivas do Mercado Imobiliário em 2026

O mercado imobiliário exige uma visão de longo prazo de seus profissionais. De acordo com a análise de Diego Villar, CEO da Moura Dubeux, em entrevista ao programa “É Negócio”, essa é uma prática contínua de projeção e busca por acertos diante de diversas variáveis econômicas.

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O setor é fortemente influenciado pelo crédito, que pode ser avaliado em dois aspectos principais: o volume de crédito disponível e a taxa de juros. Ambos os elementos impactam diretamente a dinâmica do mercado e devem ser monitorados com atenção.

Além do crédito, a confiança na economia e no emprego é crucial. A decisão de comprar um imóvel representa o maior endividamento que uma pessoa pode assumir ao longo da vida, exigindo que o comprador tenha uma expectativa realista de sua capacidade de pagamento.

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Desafios Estruturais: Inflação e Juros Altos

Outro aspecto importante é a necessidade de antecipar os efeitos da inflação, que contribui para a manutenção de taxas de juros elevadas. Esse cenário impõe ao setor a responsabilidade de planejar a produção de forma cautelosa. Villar ressalta que o mercado imobiliário deve ser visto como “um exercício pleno de olhar para os próximos 4 ou 5 anos”, tentando prever variáveis que, em um país como o Brasil, podem se comportar de maneira extrema em certos momentos.

A volatilidade do cenário macroeconômico torna esse planejamento tanto essencial quanto desafiador.

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Concentração da Demanda: Luxo e Baixa Renda

Atualmente, o mercado imobiliário brasileiro enfrenta uma fase em que a demanda se concentra em dois extremos: o segmento de luxo e alto padrão, de um lado, e o segmento econômico, do outro. Villar aponta que essa configuração reflete tanto o déficit habitacional quanto os incentivos governamentais existentes.

O programa Minha Casa Minha Vida tem sido um dos principais fatores que sustentam a demanda no segmento econômico, com quase 90% dos investimentos e comercializações concentrados nessas duas áreas.

Taxas de Juros e Classe Média

Um dos principais obstáculos para o crescimento do segmento intermediário é o alto nível das taxas de juros, que dificulta o acesso da classe média ao crédito imobiliário. Villar destaca que, se o país seguir uma trajetória de redução das taxas de juros, isso poderá facilitar a aprovação de crédito imobiliário para a classe média, tornando-a mais demandante.

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Após anos de juros elevados, a demanda reprimida nesse segmento é considerada bastante significativa.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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