Mendonça nega ter tentado prejudicar Lula e diz agir com critérios técnicos
Relatório da Polícia Federal sugere favorecimento à direita, enquanto Mendonça busca apoio no STF e deve conversar com Lula para contestar as suspeitas.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), nega ter atuado para prejudicar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Em conversas reservadas, ele afirma que não trabalhou para favorecer ou prejudicar ninguém e que sempre tomou decisões com base em critérios técnicos.
Um relatório de inteligência da Polícia Federal, obtido pela CNN, sugere, porém, que Mendonça favoreceu políticos de direita e agiu contra um grupo majoritário no Supremo. Pessoas próximas ao magistrado rejeitam as acusações e dizem que ele levou ao Palácio do Planalto a avaliação de que as suspeitas não são verdadeiras.
Ministro nega atuação política e mantém postura
Os relatos feitos à CNN indicam que Mendonça atravessa um momento difícil, segundo pessoas de seu entorno. Mesmo assim, o ministro não pretende recuar da postura firme e favorável à realização de investigações.
Mendonça é o relator dos casos sobre o Banco Master e sobre as fraudes no INSS. A atuação nesses processos é citada por pessoas próximas como parte da postura que o ministro diz manter, baseada em critérios técnicos e sem objetivo de beneficiar ou prejudicar grupos políticos.
As acusações apontadas no relatório da Polícia Federal colocam o magistrado em posição de confronto com um grupo majoritário do Supremo. O documento também sugere que ele teria favorecido políticos de direita, interpretação que Mendonça nega.
Busca por apoio dentro do Supremo
O ministro já conversou com o presidente do STF, Edson Fachin, e tem procurado apoio entre os integrantes da Suprema Corte. Neste momento, porém, Mendonça está isolado, de acordo com os relatos.
O único ministro apontado como apoiador irrestrito do magistrado é Luiz Fux. A expectativa é de que Mendonça converse em breve com Lula para refutar qualquer acusação de que tenha atuado contra o presidente.
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O advogado – geral da União, Jorge Messias, é apontado como a ponte de diálogo entre os dois. A interlocução ocorre enquanto Mendonça tenta apresentar sua versão sobre as acusações e buscar respaldo dentro do Supremo.
Também foi informado que Fachin dá 5 dias para PGR e Mendonça responderem Moraes. O texto não detalha o conteúdo da determinação nem os motivos que levaram à definição do prazo.