Mendonça e Fux votam para manter prisão de Daniel Vorcaro no caso Banco Master

Mendonça e Fux votam na 2ª Turma do STF para manter a prisão de Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero; Toffoli se declarou suspeito.

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Foto: Reprodução

2ª Turma do STF analisa a prisão de Daniel Vorcaro no caso Banco Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, manteve a decisão de autorizar a prisão do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Essa decisão foi tomada em conjunto com o ministro Luiz Fux, e a votação ocorre no plenário virtual da 2ª Turma do STF, com duração de 13 a 20 de março de 2026.

Os votos dos ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques ainda estão pendentes.

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito do caso, alegando que a situação se enquadra em um cenário de possível conflito de interesses, considerando a correlação entre a investigação do Banco Master e os objetos das ações em curso. Essa suspeição se estende ao referendo da liminar, o que significa que o ministro Toffoli não participará da votação.

A declaração de suspeição não implica em uma condenação, mas sim uma medida preventiva para garantir a imparcialidade do julgamento, dada a existência de relações pessoais com o empresário.

Daniel Vorcaro está preso na Penitenciária Federal de Brasília, em regime de máxima segurança, onde está isolado em uma cela de aproximadamente 9 metros quadrados, com espaço para banho de sol individualizado. A medida visa garantir a segurança e evitar qualquer contato com outros detentos ou visitas de familiares.

A defesa do empresário solicitou permissão para realizar visitas com seus advogados sem monitoramento ou gravação, o que foi concedido pelo ministro Mendonça, que determinou que as visitas sejam realizadas independentemente de agendamento e sem qualquer tipo de vigilância.

A decisão de Mendonça foi tomada antes da divulgação de novas mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Compliance Zero. A terceira fase da operação resultou na prisão de Vorcaro, seu cunhado, Fabiano Zettel, e dois funcionários do empresário, investigados por suspeita de monitoramento e intimidação de adversários do Master.

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A investigação revelou que Vorcaro emitia ordens diretas para atos de intimidação contra concorrentes, ex-empregados e jornalistas, além de ter acesso a informações relacionadas a diligências investigativas. A Procuradoria-Geral da República (PGR), representada por Paulo Gonet, não viu indícios de perigo iminente que justificassem medidas cautelares e se manifestou contrária aos pedidos.

A análise dos dados telemáticos do celular de Vorcaro, obtidos pela PF, revelou uma extensa rede de contatos que inclui três ministros do STF, parentes de ministros, congressistas, diretores do Banco Central e até mesmo membros da Interpol. Essas mensagens, interceptadas pela PF, detalham as atividades e os interesses do empresário no Banco Master, fornecendo informações cruciais para a investigação em curso.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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