Máximo Elias Rosa alerta sobre atuação bolsonaroista no diálogo com os EUA

Máximo Elias Rosa critica atuação conservadora no diálogo com os Estados Unidos e alerta sobre risco de tarifaço até julho.

02/07/2026 16:57

3 min

Ministro Márcio Elias Rosa é um dos negociadores do Brasil sobre o tarifaço dos EUA
Ministro Márcio Elias Rosa é um dos negociadores do Brasil sobre...

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, alertou nesta quinta – feira (2) que o Brasil continua sendo prejudicado pela atuação de bolsonaristas no cenário internacional em meio às negociações diplomáticas com os Estados Unidos.

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Segundo ele, essa interferência ocorre justamente quando há esforços para evitar um suposto “tarifaço” imposto pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros. As declarações foram feitas durante uma coletiva na ocasião do 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, promovido por este ano pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), realizado no Rio de Janeiro.

Diálogo comercial entre Brasil e EUA

Rosa informou que o diálogo econômico bilateral segue ativo: em questão esta a quarta reunião realizada com Jamieson Greer, Representante Comercial dos Estados Unidos. O ministro também antecipou que haverá um novo encontro já nas próximas semanas para avançar nos temas pendentes.

O prazo final estabelecido é 15 de julho para qualquer possível implementação do tarifaço anunciado pelos americanos. No entanto, ele criticou veementemente os “atropelos” provocados por terceiros — sem citar nomes —, apontando essa articulação como sendo feita tanto pela família do ex – presidente Jair Bolsonaro aqui no Brasil quanto dentro dos próprios Estados Unidos continentais.

“Eles não são capazes de causar algum alvoroço”, afirmou o titular da Mdic sobre a interferência política externa e interna; contudo, essas ações acabam poluindo um debate que deveria ser estritamente econômico ou comercial.”

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O impacto político nas negociações

Para Márcio Elias Rosa, trazer questões ideológicas para uma mesa focada em comércio bilateral é inadmissível. O ministro enfatizou: “Não cabe na mesa de negociação da economia, do comércio bilateral, questões ideológicas, eleitoreiras, pessoalmente oportunistas, isso não tem cabimento”.

Ele tratou o envolvimento dos bolsonaristas nos EUA como algo motivado por interesses puramente eleitorais e traição à pátria.

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A fala fez referência direta a figuras políticas proeminentes no Brasil; foram citados os filhos ex – presidente Eduardo Bolsonaro — deputado federal cassado —, além do senador Flávio Bolsonaro que também se apresenta pré – candidato presidencial em curso.”

O contexto legal de interferência. Rosa lembrou ainda da condenação anterior: foi mencionado detalhadamente o caso onde, segundo informações legais divulgadas pelo STF (primeira turma), ficou comprovada uma atuação para tentar influenciar um julgamento. O crime era coação e atingia as autoridades brasileiras após Jair Bolsonaro ser condenado por tentativa de golpe.

“Quem defende o multilateralismo, como é nosso papel no Brasil”, explicou Rosa; “tem que saber lutar contra barreiras que são impostas”. Ele reforçou a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre não abandonar jamais os canais oficiais de negociação.”

O pano de fundo das investigações americanas

Sobre o tema tarifário em si, foi lembrado um anúncio feito pelo governo dos Estados Unidos. Em 1º de junho deste ano (referente ao período), Washington concluiu uma investigação comercial aberta inicialmente na categoria brasileira desde 2025.

A apuração esteve sob responsabilidade do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). O órgão considerou que as políticas e práticas adotadas no Brasil seriam “irrazoáveis”, restringindo ou onerando empresas estadunidenses operantes nos dois países.”

“Os Estados Unidos continuam a manter negociações intensas com o Brasil em busca de uma solução para as preocupações americanas”, garantiu Jamieson Greer, representante comercial. Ele confirmou ainda um relatório definitivo previsto até dia **15 de julho**, após consulta pública sobre temas como sistema Pix.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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