Mauro Vieira se reúne com chanceler da Índia antes da Cúpula do Brics em Nova Délhi

Guerra no Oriente Médio deve dificultar consenso no Brics, enquanto Mauro Vieira representará o Brasil nas sessões da cúpula, sem a presença de Lula.

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Foto: Reprodução/CNN Brasil

O chanceler Mauro Vieira se reuniu nesta sexta – feira (11) com o chanceler da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, em Nova Délhi. O encontro ocorreu um dia antes do início da Cúpula do Brics, que será realizada neste fim de semana.

Na agenda bilateral, os ministros trataram das relações entre Brasil e Índia e de assuntos que estarão no centro das discussões da cúpula. A guerra no Oriente Médio foi um dos temas abordados e deve provocar uma das principais divergências entre os países participantes.

Guerra no Oriente Médio divide posições no Brics

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, confirmou que participará do encontro mesmo diante da guerra. Teerã pressiona pela aprovação de uma declaração final firme contra as ações dos Estados Unidos e de Israel.

A Índia, porém, resiste a adotar uma posição de alinhamento total ao Irã e de antagonismo ao Ocidente. A tentativa de construir um texto mais duro também deve enfrentar resistência de países do Oriente Médio que integram o bloco, como os Emirados Árabes Unidos e o Egito.

Essa diferença de posições tende a dificultar a formulação de uma manifestação conjunta sobre o conflito.

A cúpula reunirá alguns dos principais líderes globais. Estão previstas as presenças do presidente russo, Vladimir Putin, do líder chinês, Xi Jinping, e do premiê indiano Narendra Modi, que também é o líder do país sede.

Mauro Vieira representará o Brasil nas sessões

O presidente Lula não comparecerá ao evento. Com isso, o Brasil será representado por Mauro Vieira durante os dois dias de debates e nas reuniões previstas com os integrantes do bloco.

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O ministro participará de duas sessões de trabalho. A primeira será restrita aos países do Brics e terá como tema “Governança Global Inclusiva e Fortalecimento do Multilateralismo”.

A segunda reunião contará também com países parceiros e convidados. O debate será organizado em torno do tema “Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade: Moldando o Futuro para um Crescimento Global Inclusivo”.

A guerra no Oriente Médio aparece entre os assuntos mais sensíveis da programação.

Itamaraty defende articulação entre países em desenvolvimento

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirma que o Brics ocupa uma posição central na articulação de interesses comuns entre países em desenvolvimento.

Na avaliação apresentada pela pasta, o grupo atua em um momento marcado por conflitos armados, pela crise do multilateralismo e por profundos desequilíbrios econômicos e na arquitetura de governança global.

O ministério também afirma que o Brics se apresenta como “foro central para a articulação de posições conjuntas entre países em desenvolvimento, com vistas à construção de uma “.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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