Marli Soares lança agenda antirracial com tema “Bem Viver

Marli Soares lança agenda com tema “Bem Viver”, buscando reparação histórica e equidade social para a população negra.

Programação do Julho das Pretas 2026, movimento nacional de mobilização em defesa dos direitos das mulheres negras

O mês de julho será dedicado às pautas antirracistas com o tema “Seguimos em Marcha por Reparação e Bem Viver”. A programação reunirá cinco dias intensos entre debates sobre desigualdades sociais, rodas de conversa, ações culturais e atos públicos.

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As atividades são focadas no enfrentamento contínuo tanto do racismo quanto das disparidades históricas na sociedade brasileira. Segundo Marli Soares, coordenadora do MNU – PB, a escolha temática reforça um compromisso histórico dos movimentos pela justiça racial completa.

Reparação histórica como direito humano

“Discutir reparação significa reconhecer a responsabilidade que o Estado e toda a sociedade têm pelas profundas desigualdades raciais”, explica ainda Soares. Ela enfatiza também ser fundamental defender políticas públicas capazes de promover equidade plena, inclusão social e garantir direitos básicos à população negra.

Para as ativistas envolvidas no evento, entender esses conceitos é crucial para construir uma mudança estrutural na forma como os brasileiros vivem em relação às diferenças étnico – raciais.

O conceito coletivo do Bem Viver

Além da justiça racial, Katarina Silva, produtora cultural responsável pela Marcha, detalha um aspecto central: o projeto chamado “Bem Viver”. Este termo representa mais que apenas sustentabilidade; ele aponta para a construção de uma sociedade baseada também no cuidado mútuo, nas raízes ancestrais e valorização dos territórios diversos.

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A programação geral busca fortalecer enormemente o diálogo público sobre diversas formas de violência enfrentadas pelas mulheres negras na região Nordeste brasileiro em particular. São abordados temas como racismo ambiental, sexismo histórico e intolerância religiosa.

Atos políticos do Julho das Pretas

Julho é mês dedicado à luta antirracista feminina

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O período conhecido como “Julho das Pretas” configura uma mobilização nacional importante que reúne organizações feministas e movimentos negros no país inteiro. O foco principal da iniciativa permanece sendo a defesa dos direitos específicos dessas mulheres contra o combate ao racismo estrutural

Na Paraíba (PB), essa agenda está sob organização direta de um grupo chamado Marcha da Negritude Unificada da Paraíba, ou MNU – PB.

Programação cultural em João Pessoa: 9ª edição do evento

Ateliê Multicultural Elioenai Gomes recebe homenagem na capital paraibana

No dia 26/07, começando às **14h30**, a nona edição deste grande encontro será realizada no Ateliê Multicultural Elioenai Gomes. O local fica situado dentro do Centro Histórico e celebra o tema “Na leveza da alma”, homenageando uma artista importante de sua trajetória

O público poderá participar das atividades que contam com apoio institucional tanto da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) quanto dos recursos provenientes da Política Nacional Aldir Blanc. A tarde promete reunir artistas locais, movimentos sociais diversos e toda a comunidade.

A força cultural por trás da homenagem

Um destaque especial é dado à figura Gláucia Lima — cantora renomada na Paraíba —, ativista musical e compositora do Nordeste brasileiro em geral.

Ela recebeu o título “Uyelê Oriki das Pretas”, uma honraria pela sua trajetória artística

Gláucia consegue levar os ritmos tradicionais nordestinos – como Coco de Roda, Ciranda ou Maracatu –, para além dos limites brasileiros; ela une essa ancestralidade com grande potência através da música negra local.

A arte popular se torna um instrumento poderoso que afirma a identidade cultural enquanto resgata as raízes ancestrais negras no Brasil inteiro neste mês dedicado à luta por direitos iguais entre homens e mulheres na sociedade brasileira.