Marinho atribui desaceleração na criação de empregos a juros altos e tarifaço dos EUA

Marinho alerta que a desaceleração na criação de empregos pode persistir se os juros altos e as tarifas dos EUA continuarem a impactar a economia brasileira.

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Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho | Foto: Reprodução

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, apontou fatores externos e internos como responsáveis pela desaceleração na criação de empregos no Brasil. Nesta quarta-feira (29), ele comentou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mês de junho.

Marinho destacou que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e a elevada taxa básica de juros são elementos cruciais para entender essa diminuição nas contratações. Ao ser questionado sobre as razões para o recuo em relação aos mesmos meses dos anos anteriores, o ministro enfatizou que a economia está passando por um processo de desaceleração, diretamente relacionado aos altos juros e às tarifas aplicadas pelo governo do presidente Donald Trump desde o ano passado.

Impactos das Tarifas Americanas

O ministro Luiz Marinho não hesitou em atribuir ao governo Trump os efeitos negativos nas cadeias produtivas brasileiras, especialmente no setor de petróleo. Ele afirmou que as guerras que impactam o setor seriam culpa do presidente dos Estados Unidos. “Acredito, levando em consideração essas consequências, estamos em viés positivo na economia; deveríamos estar em descréscimo, são números positivos levando em consideração os juros que estamos praticando, os tarifaços e a guerra”, apontou Marinho.

A análise do Caged revelou que, apesar da criação de novos postos de trabalho, a velocidade desse crescimento é inferior à observada nos anos anteriores.

Projeções para o Futuro

O ministro projetou um crescimento contínuo na geração de empregos ao longo do ano, mas reforçou que esse avanço será mais lento quando comparado ao desempenho observado nos últimos anos. Essa expectativa é baseada nos resultados já apresentados pelo Caged nos meses anteriores de 2026, onde a criação de vagas foi menos robusta.

Com isso, fica claro que tanto as políticas internas quanto as ações externas têm influenciado diretamente o panorama do emprego no Brasil.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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