Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morre em acidente de rope jump em Limeira

Acidente fatal em Limeira envolve jovem de 21 anos
No dia 15 de janeiro de 2026, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). O grupo organizador planejava realizar entre 80 e 100 saltos, com taxas fixas de R$ 180 por salto e R$ 110 adicionais para gravações com câmeras GoPro, totalizando uma arrecadação bruta estimada em pelo menos R$ 15 mil.
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Falta de regulamentação e autorização
A atividade era promovida pela empresa Entre Cordas, que utilizava o Instagram para atrair clientes, acumulando mais de 80 mil seguidores. Apesar do volume financeiro, os responsáveis admitiram à Polícia Civil que não possuíam CNPJ, alvará municipal ou qualquer autorização formal para operar na ponte.
Comprovantes de transações bancárias foram apreendidos, evidenciando a natureza lucrativa do evento.
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Depoimentos dos envolvidos no acidente
O instrutor Luis Felipe, um dos presos, descreveu o ocorrido como uma “fatalidade” e afirmou que a equipe atua na área há cerca de um ano. Ele destacou que o rope jump não possui regulamentação específica no Brasil, o que, segundo ele, dispensa a necessidade de autorizações formais.
Felipe relatou que todos os saltos anteriores do dia passaram por fiscalização e expressou confusão sobre o que ocorreu no momento do acidente.
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Equipamento e responsabilidades
Maicon Fernandes, responsável pela operação técnica, afirmou que o equipamento utilizado suporta mais de duas toneladas. Ao ser questionado sobre a ausência da corda, ele declarou não entender como não percebeu a falha antes do arremesso. Vitor de Freitas, que auxiliou no lançamento da vítima, afirmou que sua função era equipar os clientes e ajudar no impulso inicial, ressaltando que a equipe nunca havia registrado acidentes anteriormente.
Investigação e consequências legais
A investigação indica que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho”, onde o praticante é erguido e lançado pelos instrutores. Registros audiovisuais confirmam que a jovem foi lançada em queda livre de aproximadamente 30 metros, sem conexão com o sistema de cordas.
A delegada responsável considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem as cautelas necessárias em uma atividade de alto risco.
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Prisão preventiva dos instrutores
A Justiça converteu a prisão em flagrante dos instrutores em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública. O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



