Margaret Qualley usa sandália Chanel sem base na Semana Cruise 2027

A atriz Margaret Qualley foi destaque no desfile Chanel Cruise 2027 em Biarritz, na França, usando uma sandália que imediatamente gerou burburinho entre os presentes. O calçado é atípico e chama a atenção por não possuir base sólida; ele se trata do “barefoot heel cap“, termo cunhado pelo diretor criativo Matthieu Blazy desde abril de 202para descrever essa peça inovadora.
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Essa ousadia em reduzir ou eliminar partes estruturais foi uma constante na história das passarelas mais conceituais e vanguardistas. O conceito não é novidade: já foram pioneiros Salvatore Ferragamo com a Invisible Sandal, criada em 1947 usando cabedal feito por fio transparente que prendia os pés nu aos saltos.
Mais tarde, nos anos 50, Marilyn Monroe popularizou as Cinderella Slippers feitas de lucite translúcido; o efeito era quase invisível sobre o pé feminino.. Em 1997, Alexander McQueen apresentou plataformas totalmente transparentes no desfile La Poupée — um cenário onde modelos pareciam flutuar numa passarela coberta d’água.
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Já Jeremy Scott fez algo similar na primavera verão seguinte: ele exibiu sapatilhas com tiras finíssimas subindo pela perna inteira em estilo balé, deixando os pés praticamente descobertos.
A Moda de Luxo Voltou aos Pés com um Toque Radical: o Sapato Sem Sola ou Quase Lá
A história do calçado exposto mostra que a moda tem uma capacidade incrível de transformar o “feio” ou o inacabado em objeto altamente desejável. Mais recentemente, Balenciaga levou essa ideia ainda mais longe; durante sua coleção pré outono 2025, Demna criou o Barefoot Zero.
Este modelo era composto apenas por uma sola simples envolvendo somente o dedão dos dedos — sem cabedal e nem tiras adicionais para prender qualquer parte restante do pé. O sucesso desse tipo de peça foi visto também com Simone Rocha ao lançar suas versões cravejadas de pérolas no mesmo estilo minimalista que se tornaram colaborações muito bem sucedidas na história da marca americana.
A Maison Margiela fez um exercício similar em 1989: as Tabi foram inspiradas nas meias japoneses tradicionais separando os dígitos; esse design nunca saiu mais de circulação, passando a aparecer hoje até marcas populares como Vans Teoria do sapato errado”, conceito popularizado pela stylist Allison Bornstein, defende justamente essa ideia — colocar calçados fora dos lugares esperados é o fator capaz de tirar qualquer visual do óbvio e elevar seu nível artístico.
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Essa dinâmica se repetiu com peças que antes eram consideradas utilitárias.
A Birkenstock passou décadas sendo sinônimo da sandália funcional para farmacêuticos, mas agora aparece em editoriais das principais revistas globais. Da mesma forma aconteceram as dad sneakers; modelos como os New Balance ou Balenciaga seguiram esse caminho até serem adotadas no circuito fashion mais elevado.
O impacto cultural por trás do design mostra o poder narrativo e conceitual presente na alta costura. Mesmo que a versão varejo ainda não tenha preço confirmado nem data oficial de lançamento — sendo esperado pela imprensa especializada incluir uma base sólida —, ela já provou ser capaz de transformar debates sobre funcionalidade em puro desejo estético.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



