Manifestação em Havana celebra 65 anos da Revolução e desafia hostilidade dos EUA

Manifestação em Havana celebra 65 anos da Proclamação Socialista da Revolução. Veja o que dizem os cubanos sobre a hostilidade dos EUA!

17/04/2026 14:13

4 min

Manifestação em Havana celebra 65 anos da Revolução e desafia hostilidade dos EUA
(Imagem de reprodução da internet).

Manifestação em Havana Celebra Aniversário da Proclamação Socialista da Revolução

Desde o início da madrugada desta quinta-feira, dia 16, milhares de pessoas convergiram para o conhecido cruzamento habanero de 12 e 23. Estudantes, famílias, amigos e trabalhadores de diversos coletivos ocuparam as ruas ao redor deste ponto central no Vedado.

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O grande encontro celebra o 65º aniversário da declaração do caráter socialista da Revolução. Em um palco improvisado, um dos participantes declarou: “O que os imperialistas não podem nos perdoar é que estejamos aqui; o que eles não podem nos perdoar é a dignidade, a firmeza, a coragem, a solidez ideológica, o espírito de sacrifício e o espírito revolucionário do povo de Cuba”.

A Resistência Cubana Diante da Hostilidade Externa

O ato transcendeu uma mera comemoração de data histórica, configurando-se como uma forte manifestação contra a crescente hostilidade dos Estados Unidos em relação a Cuba. Desde o início de janeiro, a Casa Branca intensificou sua política de guerra econômica, ameaçando sancionar qualquer nação que fornecesse petróleo à ilha.

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Vozes da Juventude e Defesa da Soberania

Em diversas ocasiões, o próprio Trump proferiu discursos sugerindo uma possível ação militar contra o país caribenho. Um estudante universitário de turismo, acompanhado por amigos, afirmou ao Brasil de Fato: “Estamos aqui porque nos cabe, mais uma vez, defender nossa soberania, nossa integridade e nossos princípios”.

Uma jovem do grupo reforçou o sentimento de resistência, dizendo: “Nós não temos medo e, assim como em outros momentos muitos jovens pegaram em armas para defender nosso país, hoje também estamos dispostos a defender nossa pátria se os Estados Unidos ousarem”.

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Discurso de Miguel Díaz-Canel: Memória e Desafios Atuais

Os últimos meses foram particularmente difíceis para o povo cubano. A queda de combatentes durante bombardeios em Caracas e o sequestro do presidente Nicolás Maduro no início do ano marcaram um ponto de inflexão. O cerco econômico imposto pelo exterior agravou a crise, afetando especialmente os setores mais vulneráveis.

A Proclamação de 1961 e a Coragem do Povo

Após diversas apresentações artísticas, o presidente Miguel Díaz-Canel assumiu o discurso principal, vestindo uniforme militar. Ele relembrou que a proclamação socialista da Revolução por Fidel Castro ocorreu após um ataque de mercenários treinados pelos Estados Unidos, na véspera da tentativa de invasão em Playa Girón.

“Em 16 de abril de 1961, o Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz declarou que éramos o que seguimos sendo: uma Revolução Socialista diante do império”, declarou Díaz-Canel, recebendo aplausos da multidão. Ele enfatizou que os invasores esperavam medo, mas encontraram coragem.

O Legado de Vitória e o Presente Desafiador

Díaz-Canel destacou a importância histórica da vitória em Playa Girón, um feito inédito de derrota militar do imperialismo estadunidense na América Latina e no Caribe. A ilha provou que era possível vencer a maior potência militar e econômica do mundo com moral e determinação.

O presidente mencionou também o cosmonauta Arnaldo Tamayo Méndez, afirmando que “esta revolução dos humildes e para os humildes chegaria tão longe que um menino engraxate no capitalismo se transformaria no primeiro cosmonauta da América Latina”.

Conclusão: Preparação para o Futuro

Durante seu discurso, Díaz-Canel dedicou tempo para citar as “bombas silenciosas” que atingiram Cuba durante a década de 1990, o chamado Período Especial. Ele apontou como o colapso do campo socialista intensificou o bloqueio, apostando que o povo cubano não resistiria.

O líder cubano concluiu que o país atravessa um momento “extremamente desafiador”. Ele reiterou a necessidade de estarem prontos para enfrentar ameaças, incluindo a agressão militar, afirmando que o diálogo e a paz são desejados, mas a preparação é um dever. “O caráter socialista da nossa revolução não é uma frase do passado, é o escudo do presente e a garantia do futuro.

Cuba não se rende.”

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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