Maldivas intensificam resgate de mergulhadores italianos após tragédia em caverna

Maldivas retomam operações de resgate de mergulhadores italianos
As Maldivas reiniciam nesta terça-feira (19) os esforços de resgate para recuperar os quatro corpos dos mergulhadores italianos, que foram localizados na segunda-feira (18) em uma caverna. Mohamed Hussain Shareef, porta-voz do gabinete do presidente das Maldivas, informou que a equipe de resgate planeja recuperar dois corpos hoje e os outros dois na quarta-feira (20).
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No total, cinco mergulhadores italianos perderam a vida após explorarem o Atol de Vaavu na última quinta-feira (14), o que levou à organização de uma missão de recuperação. Eles participavam de uma expedição de mergulho com outros 20 cidadãos italianos a bordo do navio Duke of York, conforme relatado pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália.
O corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti foi encontrado na entrada da caverna, levando as autoridades a acreditar que os outros quatro mergulhadores estivessem ainda dentro dela, conforme afirmou Shareef. Os corpos recuperados na segunda-feira pertencem a Monica Montefalcone, professora associada de ecologia da Universidade de Gênova; sua filha, Giorgia Sommacal; o biólogo marinho Federico Gualtieri; e a pesquisadora Muriel Oddenino.
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Desafios da operação de resgate
A tentativa de recuperar os corpos destacou os perigos e a complexidade da operação. O sargento Mohamed Mahudhee, de 43 anos, faleceu no sábado (16) durante uma segunda missão de recuperação na caverna, que atinge 70 metros de profundidade, equivalente à altura de um prédio de 20 andares.
O governo das Maldivas classificou o incidente como o maior acidente de mergulho já registrado no país e ressaltou que está em contato com as autoridades italianas.
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Sobre o Atol de Vaavu
O Atol de Vaavu, uma divisão administrativa das Maldivas, é composto pelos atóis naturais de Felidhu e pelo recife de Vattaru. Localiza-se na parte central do arquipélago, a 64 quilômetros da capital Malé. Este atol é conhecido por ter uma grande quantidade de recifes em relação ao seu tamanho, conforme um relatório do centro de pesquisa marítima do Ministério das Pescas, Agricultura e Recursos Marinhos.
Além disso, é o menor atol administrativo em termos de população. Para chegar ao local a partir da capital, é necessário realizar uma viagem de 90 minutos de lancha ou de cinco horas de dhoni, um barco tradicional das Maldivas. O ponto mais profundo da caverna onde os mergulhadores italianos faleceram está a 70 metros abaixo da superfície e a estrutura possui cerca de 200 metros de comprimento.
O primeiro corpo foi encontrado na entrada da caverna, a aproximadamente 60 metros de profundidade.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



