Lula vence em 8 das 11 cidades da agenda no 2º turno; Flávio leva 5 dos seus destinos

Lula virou o Rio de Janeiro e Capelinha (MG) sobre Flávio Bolsonaro, que dominou Goiânia com 62,64% e levou o Distrito Federal no segundo turno.

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Candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cumprem últimas agendas de campanha neste sábado (24).

Lula (PT) venceu em oito dos 11 locais onde teve compromissos registrados na campanha do segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente em cinco dos 11 destinos da própria agenda, na votação do domingo (25).

Entre as três semanas que separaram os dois turnos, os candidatos percorreram ruas, participaram de comícios e encontros com aliados e concederam entrevistas e debates. Nas cidades visitadas pelos dois, Lula levou São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, enquanto Flávio venceu no Distrito Federal.

No Rio, a liderança trocou de mão: Flávio tinha 47,88% dos votos válidos no primeiro turno, e Lula chegou a 51,54% no segundo, o equivalente a 1.898.391 votos.

Lula vence em oito destinos e lidera no Nordeste

Dos 11 locais da agenda do petista, ele saiu vencedor em Natal, São Paulo, Rio de Janeiro, Juiz de Fora, Porto Alegre, São Luís, Juazeiro e Petrolina. Já Flávio levou o Distrito Federal, Ipatinga e Belo Horizonte.

O maior percentual de Lula entre os locais visitados veio de Juazeiro, na Bahia, com 68,46%. Na vizinha Petrolina, em Pernambuco, ele somou 67,78%. As duas agendas foram registradas em 20 de outubro.

Em Minas Gerais, o desempenho variou de cidade para cidade. Lula ganhou em Juiz de Fora, com 57,66%, mas perdeu em Ipatinga, onde Flávio chegou a 62,75%. Em Belo Horizonte, o candidato do PL marcou 50,80%.

Flávio vai bem no Centro-Oeste e perde para Lula em Salvador

Flávio venceu no Distrito Federal, em Goiânia, Vitória, Marabá e Manaus. Lula ficou com os outros seis destinos do adversário: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Capelinha, Salvador e Fortaleza.

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O melhor resultado do candidato do PL foi em Goiânia, com 62,64% dos votos válidos. Na capital goiana, ele participou da oficialização do apoio de Ronaldo Caiado e de um encontro com sertanejos.

Capelinha, em Minas Gerais, foi outra cidade que virou. Flávio tinha liderado com 48,20% no primeiro turno, mas Lula terminou a segunda votação à frente, com 51,11%, ou 12.001 votos válidos. No Nordeste, o petista venceu com 73,24% em Salvador e 60,07% em Fortaleza.

A capital baiana foi onde Lula teve o maior índice entre as cidades visitadas pelo adversário.

Lula é reeleito com mais de 50% dos votos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25), em segundo turno, ao superar Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a divulgação parcial da apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na noite de domingo, ele obteve mais de 50% dos votos.

Com 100% das urnas do segundo turno apuradas, Lula somou 51,79% dos votos, cerca de 64,2 milhões, contra 48,21% de Flávio, que teve 59,8 milhões. No primeiro turno, Flávio tinha 47,03%, com 56,1 milhões de votos, e Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões.

Foi a primeira vez na história da República que um candidato atrás no primeiro turno conseguiu virar no segundo.

Quem é Lula, de Caetés ao terceiro mandato

Aos 80 anos, Lula disputa neste ano sua sétima eleição para o Palácio do Planalto, com a intenção de garantir a segunda reeleição. Nascido em Caetés, em Pernambuco, ele é o sétimo filho de uma família de oito irmãos. Aos sete anos, mudou-se com a família para São Paulo.

Sindicalista, foi um dos criadores do PT, em 1980. Foi eleito deputado federal em 1986 e integrou a Assembleia Nacional Constituinte de 1987. Antes disso, aos 15 anos, havia feito um curso técnico de torneiro mecânico.

Lula disputou sua primeira eleição presidencial em 1989, quando perdeu no segundo turno para Fernando Collor de Mello, do então PRN. Concorreu de novo em 1994 e 1998, mas em ambas Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu no primeiro turno. Em 2002, foi eleito presidente no segundo turno contra José Serra (PSDB), e em 2006 se reelegeu diante de Geraldo Alckmin, então no PSDB e hoje seu vice.

Em 2010, elegeu sua sucessora, Dilma Rousseff.

Lula foi preso em 2018, após ser condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Naquele mesmo ano, o TSE indeferiu sua candidatura ao Planalto, com base na Lei da Ficha Limpa. Em 2019, foi condenado pelos mesmos crimes no caso do Sítio de Atibaia.

Ele ficou detido por 580 dias.

Em abril de 2021, o STF (Supremo Tribunal Federal) anulou todas as condenações, o que o tornou novamente elegível. Nas eleições gerais de 2022, Lula chegou ao terceiro mandato ao derrotar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.

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