Lula tenta virar jogo contra Flávio Bolsonaro em cenário de 2014 ou Colômbia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode, sim, reverter a desvantagem e vencer a eleição. Mas, segundo analistas, o cenário continua sendo de um desafio enorme e de resultado improvável. O principal obstáculo está no histórico e no humor do eleitorado.
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Reversões no segundo turno já aconteceram. O exemplo mais claro no Brasil, aponta o cientista político Christopher Garman, foi em 2014. Na ocasião, o tucano Aécio Neves chegou ao segundo turno com vantagem de quatro a cinco pontos percentuais nas pesquisas sobre a então presidente Dilma Rousseff (PT).
Ela reverteu o jogo e venceu por três pontos.
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Exemplo na América Latina e o cenário atual
Fora do Brasil, Garman lembra o caso mais recente da Colômbia. O candidato Abelardo de la Espriella abriu o segundo turno com oito pontos de vantagem sobre o candidato governista, mas no fim venceu por menos de um ponto percentual. Ou seja, viradas são possíveis.
O que torna a tarefa de Lula mais difícil agora, segundo o diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group, é o diagnóstico do eleitor. Diferente de 2014 e do exemplo colombiano, o ambiente de fundo eleitoral no Brasil não favorece o presidente.
As pesquisas indicam um senso de estagnação profunda na classe média, além de preocupações com corrupção e segurança. Esses temas, que já pesaram no primeiro turno, continuam como pano de fundo no segundo.
Campanha do PT e dificuldades para reverter
Mesmo que a campanha do PT consiga se mobilizar nas ruas e nas redes para atacar a candidatura de Flávio Bolsonaro, as principais preocupações do eleitor ainda conspiram contra Lula. Na avaliação de Garman, isso torna uma reversão bem difícil.
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A análise foi feita pelo pesquisador e mestre em ciências políticas Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas da Eurasia Group, em participação no WW Talks. O texto foi transcrito em primeira pessoa a partir de sua análise em vídeo.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



