Lula sob pressão: Trump e a disputa geopolítica na América Latina em 2026

Ameaças geopolíticas e a integração regional em 2026
O governo Lula enfrenta um cenário eleitoral complexo, marcado por uma crescente influência da extrema direita na América Latina, impulsionada por estratégias articuladas sob o comando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A situação, que se agrava, envolve o chamado à ordem na Argentina, com a recente nomeação de um político, e o recém-empossado presidente chileno, José Antonio Kast, representando um alinhamento ideológico e uma estratégia geopolítica para cercar os governos progressistas da região, fragilizando a soberania de países como Brasil, Colômbia, México e Uruguai.
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Mudança de paradigma na Justiça argentina
Uma mudança notável ocorreu na justiça argentina, que concedeu status de refugiado a um dos condenados, um evento que se distancia da postura anterior do governo, que buscava a extradição de foragidos. Segundo a analista internacional Amanda Harumy, essa decisão não é isolada, refletindo uma manobra política dos Estados Unidos na região, evidenciada pelo “Escudo das Américas”, um encontro entre Trump e lideranças de extrema direita para definir uma linha política na América Latina.
Alvos da ofensiva e a ausência de liderança brasileira
Harumy identifica México, Brasil, Colômbia e Uruguai como os principais alvos dessa ofensiva. A analista critica a falta de uma estratégia robusta do Brasil para a integração regional, ressaltando que, na ausência de liderança, outros atores assumirão o controle.
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Ela lamenta que o Brasil não tenha articulado a região, permitindo que Trump esteja promovendo a integração da América Latina, algo que o país sempre reivindicou.
Celac e a desintegração regional
A oportunidade mais próxima de articulação regional foi o Consenso de Brasília, em 2023, reunindo presidentes e líderes de direita que ainda reconheciam o papel do Brasil em aglutinar a região. No entanto, a região se encontra desintegrada e não articulada, com a Celac não conseguindo alcançar consenso sobre a invasão da Venezuela.
Essa situação fortalece os Estados Unidos, que ganham força ideológica, política, financeira e militar.
A ascensão de Kast e o impacto nas eleições brasileiras
A posse de José Antonio Kast na presidência do Chile, sucedendo Gabriel Boric, representa um avanço da extrema direita na região. Para Harumy, a derrota do projeto progressista chileno se deve a erros estratégicos e à polarização social. A Constituição de Pinochet permanece em vigor, fortalecendo Kast como nome político.
O convite de Kast para Lula e Flávio Bolsonaro para sua posse é um gesto que, para Harumy, não é inocente, indicando um alinhamento ideológico e sinalizando um risco para as eleições de 2026 no Brasil.
Relações estratégicas e a ameaça do imperialismo
A relação entre Brasil e Colômbia se torna ainda mais estratégica, com a expectativa de um encontro entre os presidentes e a presença da presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Em um momento de ameaça da designação terrorista por parte dos Estados Unidos, Harumy destaca a importância de radicalizar e mobilizar o povo para mostrar que as transformações não virão do governo Petro, mas sim dos movimentos sociais.
Ela defende que os Estados Unidos estão utilizando o tema do narcotráfico para justificar intervenções na América Latina.
Defesa da soberania e reconstrução da integração regional
Harumy alerta que a extrema direita usará o tema do narcotráfico nas eleições de 2026, buscando a ajuda dos Estados Unidos para resolver o problema. Ela enfatiza a necessidade de o Brasil abandonar a neutralidade e assumir um posicionamento claro, defendendo a soberania e a autonomia política.
A analista conclui que o Brasil precisa urgentemente se opor ao projeto político da extrema direita, buscando uma reunião, movimentos diplomáticos ou qualquer forma de diálogo com países alinhados, como Venezuela, Cuba, Colômbia, México e Uruguai.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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