Lula promulga acordo de livre comércio entre Mercosul e Efta
Lula promulga acordo que elimina tarifas para 97% das exportações entre Mercosul e bloco europeu.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promulgou, nesta sexta – feira (25), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Efta (Associação Europeia de Livre Comércio). O bloco europeu reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça — países que não integram a União Europeia.
Do lado sul – americano, o Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
Na prática, o tratado prevê a abertura dos setores industrial e agrícola, respeitando as particularidades de cada mercado, tanto na América do Sul quanto na região centro – norte da Europa. O acordo foi concluído em julho de 2025 e, agora, ganha força com a sanção presidencial.
Impacto econômico e acesso a mercados
Os dois blocos devem se beneficiar do tratado com melhorias no acesso aos mercados para mais de 97% de suas exportações. Juntos, Mercosul e Efta formam um mercado de 290 milhões de consumidores. O PIB combinado, em 2024, chegou a US 4,3 trilhões.
Do lado europeu, os quatro integrantes somam 15 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto de US 1,4 trilhão. Todos estão entre os maiores PIB per capita do mundo. O acordo estabelece uma zona de livre comércio, com a eliminação gradual das tarifas de importação no comércio bilateral.
Segundo o governo, ambos os blocos passarão a ter acesso ampliado para mais de 97% de suas exportações ao outro lado. O Brasil, por exemplo, liberará aproximadamente 97% do comércio e cerca de 1,2% com quotas e preferências fixas. Já a Efta se comprometeu a eliminar 100% de suas tarifas de importação nos setores industrial e pesqueiro.
Próximos passos do acordo
A promulgação por Lula representa um passo decisivo para a entrada em vigor do tratado, que ainda depende de ratificações internas nos demais países do Mercosul e da Efta. O texto final foi costurado após anos de negociações e prevê regras claras para produtos sensíveis de cada lado.
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Para o governo brasileiro, o acordo é visto como uma oportunidade de ampliar a presença de produtos nacionais em mercados de alta renda, especialmente nos setores industrial e de serviços. A expectativa é que a redução de barreiras comerciais gere novos fluxos de investimento e negócios entre as duas regiões.