Lula participa da Cúpulas do Mercossul com desafios no bloco sul-americano

Lula enfrenta desafios no Mercossul durante cúpulas regionais com líderes uruguaios e argentino diante da crise comercial global.

29/06/2026 14:53

3 min

A Cúpula do Mercosul escancarou a distância entre Milei e Lula
A Cúpula do Mercosul escancarou a distância entre Milei e Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai participar, já nesta terça – feira 30 de março, na 68ª cúpula do Mercosul em Assunção, no Paraguai. O encontro é significativo porque marca o fim dos trabalhos presidenciais paraguaios e a passagem formal das atividades para os representantes uruguaios.

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A expectativa aponta um cenário político resistente ao multilateralismo regional durante as negociações. Além disso, líderes como Santiago Peña, que representa o Uruguai após assumir o posto presidencial por parte do bloco; Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai); Rodrigo Paz (Bolívia) devem estar presentes junto com Daniel Noboa (Equador.

Também deve comparecer José Antonio Kast de Chile.

Agenda política: resistência em meio às cúpulas

O Planalto ainda não confirmou se Lula terá reuniões bilaterais específicas no encontro paraguaio. Contudo, ele já demonstrou interesse particular pelo estabelecimento de um diálogo entre seu governo e a liderança chilena representada por Käst.

A principal pauta que deverá ser debatida na reunião é o futuro comercial do bloco sul – americano diante dos desafios globais atuais.

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Apesar das negociações intensas ao longo desses anos para colocar certos tratados em vigor após décadas de debate, alguns acordos permanecem sob aplicação provisória até manifestações finais importantes da União Europeia ou seus tribunais locais.

Integração regional: foco nos mercados externos

Sob gestão anterior no Paraguai, Santiago Peña concentrou esforços amplamente voltados à expansão e fortalecimento dos laços comerciais internacionais, buscando contrariar qualquer risco percebido de desintegração interna. Segundo o próprio Mercosul, foram realizadas mais de 360 reuniões técnicas e ministeriais apenas nos últimos meses do período paraguaio na liderança.

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Assunção também promoveu a digitalização aduaneira como parte dessas melhorias estruturais para os países membros. Por não ser uma das maiores economias em termos absolutos – um posto ocupado por Brasil ou Argentina –, Assunção conseguiu reativar com sucesso o Fundo para a Convergência Estrutural (Focem), que serve justamente como instrumento regional de compensação econômica e desenvolvimento.

Apesar desse viés integrador interno, as ações foram direcionadas à ampliação dos tratados comerciais fora da região blocos sul – americana; é nesse sentido que se destaca grande interesse externo.

Parcerias internacionais no radar do Mercosul

O Itamaraty confirmou na semana passada possíveis avanços diplomáticos importantes. O Reino Unido pode formalizar um acordo comercial diretamente com os países membros do bloco em questão. Além disso, Japão também manifesta forte desejo por uma parceria robusta junto ao grupo mercosúlano.

Essa atenção internacional foi evidenciada recentemente quando Sanae Takaishi, primeira – ministra japonesa, teve contato direto e recente com Lula durante a cúpula G 7 realizada na França. Enquanto isso, o debate sobre crises humanitárias não será ignorado: A tragédia que atinge Venezuela — país suspenso no Mercosul desde 2016 —, poderá ser tema de discussão nas lideranças reunidas hoje para debater mecanismos concretos de apoio às vítimas dos terremotos.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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