Lula e Flávio Bolsonaro apostam em discursos opostos para conquistar o eleitor moderado

As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ajustaram suas estratégias para a reta final das Eleições de 2026 e devem buscar o eleitor moderado e indeciso. O foco inclui o confronto direto previsto para a próxima sexta-feira (23) na TV Globo, segundo apuração da analista de Política da CNN Isabel Mega.
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Depois de agendas em regiões consideradas favoráveis, os dois candidatos devem concentrar os atos finais em São Paulo e Minas Gerais, estados apontados pelas campanhas como decisivos para o resultado das eleições.
Candidatos miram estados estratégicos
Flávio Bolsonaro esteve no Amazonas, onde fez acenos ao produtor rural e sinalizou que esse público teria facilidades em um eventual governo seu. Nesta terça-feira (20), ele busca uma agenda em Goiás, estado considerado uma zona de conforto para o bolsonarismo.
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A passagem por Goiás tem o objetivo de reunir apoiadores e fortalecer a imagem do candidato. Lula, por sua vez, cumpriu agenda dupla pelo Nordeste, com compromissos em cidades da Bahia e de Pernambuco.
Embora esses estados historicamente deem votação majoritária a Lula, o PT acredita que ainda pode ampliar seu desempenho na região. A partir do final da semana, a previsão é que as duas campanhas voltem a atenção para o Sudeste.
Bolsa Família vira tema sensível na reta final
“Os dois candidatos planejam atos finais nessa campanha de 2026, mirando a região que pode definir essas eleições”, afirmou Isabel Mega. São Paulo e Minas Gerais devem concentrar as atividades finais das campanhas.
Para o debate final, Flávio Bolsonaro pretende transmitir uma mensagem de mudança e prosperidade, apresentando-se como alguém que traz algo novo ao país. A campanha de Lula aposta na comparação entre trajetórias e projetos para expor diferenças entre as propostas de governo.
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O Bolsa Família também está entre os temas sensíveis. Uma fala de Daniella Marques, coordenadora de campanha de Flávio Bolsonaro em temas econômicos, sobre uma suposta transição de dois anos no programa gerou desgaste. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha, classificou como fake news as interpretações da declaração.
A campanha de Lula tem recorrido a declarações antigas de Flávio Bolsonaro, incluindo a ocasião em que chamou o Bolsa Família de “Bolsa Farelo”, para sustentar a ideia de retirada de direitos em um eventual governo adversário. A economia também permanece no centro dos discursos dos dois lados.
Editoria:
Redação Política
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