Lula diz que debates com vários candidatos são “infrutíferos” e não produzem nada

Lula critica formato de debates com múltiplos candidatos em meio ao cancelamento do evento da TV Globo por decisões judiciais.

01/10/2026 22:51

2 min

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio sobre a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos. Rio de Janeiro – RJ. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anún...
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta – feira (1º), em entrevista ao podcast Flow, que os debates eleitorais com vários candidatos são “infrutíferos” e não passam de uma disputa para ver “quem vai lacrar mais”. A declaração acontece em meio à crise envolvendo o debate que a TV Globo cancelou, após decisões judiciais que alteraram as regras do evento.

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Lula, que já decidiu não comparecer a nenhum debate antes do primeiro turno, disse que o formato com cinco ou seis candidatos não funciona. “Você fala um minuto e espera dez minutos. Não tem sequência. Eu acho que esses debates são infrutíferos, não produzem nada”, afirmou o petista.

Para ele, o único modelo que vale a pena é o tête – à – tête do segundo turno. “Quando você disputa a Presidência é algo sério, não está discutindo quem vai lacrar mais. Eu sinceramente não gosto deste tipo de debate”, completou.

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O cancelamento do debate na Globo

A emissora cancelou o debate que ocorreria nesta quinta. Os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) já estavam na emissora quando a decisão foi tomada. Segundo a Globo, foram recebidas duas notificações “que interferem nas regras previamente acordadas”, o que levou ao cancelamento.

Uma das decisões partiu da ministra Estella Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ela atendeu a um pedido da coligação do presidente Lula e determinou que não fossem permitidas perguntas e que o púlpito não poderia ficar vazio. A outra foi do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a presença do candidato Renan Santos (Missão) no debate.

As regras que mudaram o jogo

A decisão de Estella Aranha, em específico, alterou o formato acordado entre os partidos e a emissora. A ministra proibiu que os candidatos fizessem perguntas e também impediu que o púlpito de Lula ficasse vazio durante o evento. Na prática, isso inviabilizou o modelo tradicional de debate, onde os candidatos interagem entre si.

Já Gilmar Mendes, do STF, garantiu a participação de Renan Santos, candidato do Missão, que não estava originalmente no grupo de convidados. Com as duas determinações, a Globo avaliou que não era possível realizar o debate dentro das novas condições e optou pelo cancelamento.

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Os candidatos que já estavam no local foram informados pela produção da emissora.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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