Lula afirma que pacote de R$ 298,4 bilhões não fará orçamento explodir
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao SBT nesta segunda-feira (19), que o orçamento federal “não é bomba que vai estourar”. Questionado sobre o “pacote de bondades” anunciado na reta final da campanha, ele disse que as medidas aprovadas cabem na capacidade fiscal do país.
Lula declarou que o governo está entregando superávit primário e defendeu sua atuação na área financeira. A estimativa da IFI (Instituição Fiscal Independente) é que o pacote já mobilizou R$ 298,4 bilhões.
Lula critica pressão do sistema financeiro
Na entrevista, o presidente disse que sua experiência como trabalhador de fábrica e pai de família demonstra responsabilidade, sem que seja necessário aprender “com a Faria Lima”. Ele também afirmou que as finanças do país serão conduzidas com cuidado.
“Tudo que está sendo aprovado está na possibilidade fiscal do orçamento. Nós estamos entregando um superávit primário. Não é bomba que vai estourar, se teve um Presidente da República que foi responsável financeiramente fui eu”, declarou.
Lula criticou a discussão recorrente sobre um possível rombo fiscal e afirmou que o país tem uma dívida com o sistema financeiro. Também questionou os limites impostos à atuação do presidente diante da independência do Banco Central.
“Você não pode ser presidente e não poder discutir a politica monetária porque o Banco Central é independente. Quem discute? O sistema financeiro, que faz pressão todo santo dia. Começa janeiro falando de déficit fiscal e termina o ano falando de déficit fiscal, só não fala do que o governo paga pra eles todo ano”, criticou.
Pacote pode ter efeitos fiscais nos próximos anos
Segundo estimativa da IFI, o conjunto de medidas já mobilizou R$ 298,4 bilhões. A esse montante ainda devem ser somados os impactos de outras ações aprovadas ou anunciadas recentemente.
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Essas medidas têm impacto fiscal previsto para os próximos anos. Na entrevista, Lula também disse que a independência do Banco Central impede o presidente de discutir a política monetária.
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